domingo, 22 de maio de 2016

AS ELEIÇÕES, A DEMOCRACIA E A MAIORIA
Por PEDRO BORGES DOS ANJOS
Editor-Chefe do Jornal O Guarany

"Sempre que te encontres do lado da maioria, é tempo de fazer uma pausa e refletir." Mark Twain. 

É período de eleições no país. Todos esperam que o regime democrático permita aos eleitores escolherem os mais dignos, os mais preparados para exercerem mandatos instruídos pela Carta Magna da Nação. Eleitores em todos os recantos do território nacional apontarão nas urnas as futuras autoridades com este imaginado perfil. O regime democrático “inequivocadamente” sustenta que a maioria tem razão. O cidadão cuja capacidade crítica excede ao raciocínio mediano descobre que a maioria nunca tem razão, especialmente, no exercício do sufrágio universal.

O pensador ordinário opina sempre negativamente, diz que a vida não presta, opõe-se tão contrário à própria existência, com opiniões deflagradoras de poderosa onda de obstáculos à permanência digna do ser, elegendo-se profeta da miséria que lhe sucede. O de raciocínio superior, ao contrário, para esse, a vida é bela, é fantástica. Vive-a com reconhecida alegria, imponência e soberania. Busca eternizá-la, vivendo as emoções transformadoras do ser sem que nunca passe pela experiência da morte, por mais temível e inevitável que esta cultura lhe pareça.

O pensador mediano, por mais que busque exaltar suas manifestações críticas, opta sempre por expor raciocínios ofensivos à honra dos cidadãos. Usa as qualificações acadêmicas para queixar-se, expor convicções falsas, muitas vezes fundamentadas em comentários de ouvir dizer, com expressões vernaculares, as mais rudes que se possa imaginar. Usa expressões de marginais de aldeia de terceiro mundo para expor insultos aos cidadãos. Com expressões desse nível ofende também a memória de saudosos líderes do passado os quais buscaram de alguma forma atuar e servir em suas comunidades.

A maioria, guardada as devidas proporções, é igual ao pensador com este perfil. Vive sempre acabrunhada. Sua relação com semelhantes se dá envolta de dificuldades, pois, opta sempre por não reconhecer no próximo os valores da honra e da dignidade. Imagina-se, ele próprio, e apenas os que pensam iguais a si, os únicos portadores desses valores, os únicos de caráter ilibado. Já o outro, revela-se sempre cidadão entusiasmado, pensador positivo, busca sempre edificar o próximo com suas opiniões, com a manifestação de sua capacidade crítica. Pensa sempre positivo.
É a expressão do entusiasmado. 
 
O mediano sempre diz que a culpa é do governo. Abdica da responsabilidade. O portador de raciocínio superior sustenta que a culpa é sua, assume a responsabilidade e com isso o poder de mudar. A maioria tem falta de tempo. O portador de raciocínio superior sustenta que manda e tem domínio do tempo. Para a maioria falta dinheiro com que possa cobrir despesas com as necessidades básicas de moradia, indumentária, alimentação e lazer, enquanto ao portador de capacidade crítica superior, esse tem tudo quanto precisa para sustentar-se com dignidade. A maioria queixa-se do patrão, do emprego e dos colegas, mas o cidadão de capacidade crítica superior não tem patrão, elegeu-se patrão de si, tem seu próprio negócio e trabalha rigorosamente com quem quer. A maioria contenta-se com pouco. O de raciocínio crítico superior quer tudo a que tem direito, busca munir-se de qualificações e recursos com que possa conquistar patrimônio de permanente expressão. A maioria não tem sonhos. O portador de raciocínio crítico superior tem alguns tão fortes que os levam onde nunca tinha sonhado. A maioria é desconfiada. Ele é confiante. A maioria tenta defender-se dos outros. Ele entende que o mundo é amigável. A maioria faz o que faz e tem os resultados comuns. O de raciocínio superior faz o que faz e tem resultados incomuns. A maioria acha que o portador de raciocínio superior é maluco. Aí o de raciocínio superior lhe dá razão. A maioria é vulgar. É ordinária. O de raciocínio superior é invulgar. É especial. O de raciocínio superior é especial porque faz coisas invulgares, pensa de forma invulgar e atua de forma invulgar. 
 
Por isso entende bem o que diz o Mark Twain. “Sempre que não és criticado, significa que estás a ir aonde todos vão, a pensar o que todos pensam e a fazer o que todos fazem. Os teus resultados serão os que todos têm. Por isso, se todos te aplaudem, acende as sirenes porque estás a caminho da desgraça mediana, como os carneiros em rebanho, cada um com o focinho na cauda do outro.”
A presença da molécula do DNA nas células dos corruptos
Por Prof. Pedro Borges, 
editor-chefe do Jornal O Guarany
 
DNA é uma molécula que existe dentro das células de todos os seres vivos, desde as bactérias, fungos e protozoários até os animais e plantas. Contém as informações necessárias para formar os seres com que possam se reproduzir. Trata-se de código secreto que ao ser decifrado pelas células, produz os componentes que fazem parte do corpo. Não se consegue ver a molécula de DNA a olho nu. Para estudá-la, os cientistas utilizam técnicas e aparelhos específicos. 

Urge combater, isolar integralmente qualquer herança maldita, para que se possa construir uma sociedade de homens íntegros e honrados.
A Revista Veja, em uma de suas edições recentes (27/06/2011), traz ampla reportagem com que noticia cifras bilionárias dos cofres nacionais, desviadas em diversas modalidades de fraudes. “Onde se deitam os olhos, há irregularidade”, assegura a reportagem. Destacam-se em meio às diversas modalidades de fraude, a figura do “laranja”, indivíduo do qual se servem políticos desonestos, ladrões de colarinho branco, para formalizar trambiques geradores de enriquecimento ilícito. Via de regra, é gente humilde, destituída de capacidade crítica, pobre, personagem facilmente encontrada entre analfabetos ou semi-alfabetizados, cuja identidade é usada para transações infestadas do que é mais sujo e desonesto. Identificam-se, ainda, embora em menor número, “laranjas” igualmente espertos, que se aproveitam da transação ilícita para construir ou ampliar o próprio patrimônio, sob ameaça de denunciar o espertalhão líder da operação.

Eis alguns exemplos de “laranjas” usados por figuras da política nacional, segundo reportagem da mencionada Revista Veja:
O Empresário - para esconder a posse de um canal de televisão nunca declarado à Receita Federal, o senador Jader Barbalho registrou a concessão em nome do empresário Joaquim da Costa Pereira. O empresário morreu no ano passado. Os filhos do extinto não querem devolver a TV. 

O Capataz - O ex-senador Joaquim Roriz é um daqueles casos de políticos que foram multiplicando o patrimônio a cada mandato. Para não chamar atenção, ele abriu uma conta bancária em nome do capataz de sua fazenda, Geraldo Alves Barbosa. 

A Doméstica – O escândalo dos atos secretos do Congresso revelou algumas personagens novas no mundo da corrupção, mas nem por isso inovadoras. O ex-diretor do Senado, João Carlos Zoghbi, pôs a empregada doméstica Maria Izabel Gomes para receber 2 milhões de reais por uma “consultoria”.

O Primo – O senador Renan Calheiros tinha um Fusca velho antes de entrar para a política. Com o tempo, virou pecuarista bem-sucedido e empresário emergente do ramo das comunicações. Parte desse patrimônio foi posta em nome de seu primo Tito Uchoa.

O Professor – O senador Romero Jucá é um velho conhecido do ramo hortifrutigranjeiro. No fim da década passada, ele se apropriou de uma empresa pública de comunicação. Para não levantar suspeitas, pôs tudo em nome do professor Pedro Padilha.

O Jardineiro – No fim do ano passado, foi descoberto um esquema de desvio de recursos do orçamento da União. O senador Gim Argello enviava dinheiro para entidades que existiam apenas no papel. Um dos “beneficiados” era o jardineiro Moisés da Silva Morais.

Outra modalidade, já investigada pela polícia federal, é a figura da “empresa coelho”, artifício criado pelo corrupto a fim de majorar o custo de realização de obras ou para prestar serviços aos municípios, ao estado e aos diversos órgãos do governo. A Reportagem da Revista Veja assim se refere a esta modalidade: “a empresa oferece um preço lá embaixo, ganha a concorrência e, depois, desiste em favor da segunda colocada - esta sim, com o preço nas nuvens.” 

Tendo em vista que o braço da lei não desce com peso proporcional ao dano sobre quantos integram as quadrilhas de ladrões infestadas em todos os escalões dos governos, urge que políticos honestos da nação, vereadores, prefeitos, deputados estaduais e federais, governadores, senadores, a presidenta Dilma Rousseff, todos os reconhecidamente honestos, adotem medidas sumárias para banir da administração pública os corruptos, os ladrões, não só demiti-los, mas puni-los severamente, na forma da Lei, obrigando-lhes a devolver os montantes roubados aos cofres da nação.
Paradoxalmente, o político desonesto é o que mais fácil se elege para cumprir mandatos, os mais influentes do país, em inúmeras estruturas dos Poderes nos municípios, nos estados, nas Assembléias Legislativas, na Câmara e no Senado, grande parte de cargos eletivos dessas prossegue sob comando de políticos com esse perfil, com raras exceções. Não lhes faltam capacidades inovadoras na estrutura formal do governo brasileiro quando o objetivo é desviar dinheiro público. Essas manobras ocorrem de forma célere, sem interrupção, conhecidas sob sucessivas denominações, como “anões do orçamento”, “mensalão”, como tantos outros esquemas fraudulentos descobertos em ministérios do governo da União, recentemente. 

É preciso interromper energicamente o ciclo de normalidade com que essas operações de fraude se materializam e são encaradas, com o resgate integral das fortunas roubadas dos cofres da nação, seguida da punição severa dos autores.

Silenciar ante operações de natureza corrupta, quaisquer que sejam as modalidades da fraude e os valores envolvidos, é ser cúmplice da ilegalidade e da violência. É trocar a ordem pela anarquia.

sábado, 21 de maio de 2016

STF autoriza quebra de sigilo bancário de ministro Romero Jucá

STF autoriza quebra de sigilo bancário de ministro Romero Jucá
Foto: Lula Marques/ Agência PT
 
O supremo Tribunal Federal autorizou, nesta sexta-feira (20), a quebra do sigilo bancário e fiscal do senador e ministro do Planejamento, Romero Jucá (PMDB-RR). De acordo com a Folha, o pedido foi feito à Corte pelo Ministério Público Federal. A autorização foi dada pelo ministro Marco Aurélio de Mello, em inquérito que investiga o ministro no Supremo. Jucá está sendo investigado por condutas referentes à liberação de emendas parlamentares para obras que depois teriam sido superfaturadas. 
 
Fonte: Bahia Notícias

sexta-feira, 20 de maio de 2016

MEMÓRIA

Na  Bahia

Jornal O Guarany publicou na sexta-feira de 17 de junho de 2011


Grande Secretária da Grande Maçonaria Mista da Bahia discursou na reunião do Rotary Club Cachoeira/São Félix