sexta-feira, 24 de outubro de 2014

SAÚDE MENTAL E ESPIRITUALIDADE
Paiva Netto
 
Importante estudo do Instituto de Psiquiatria (IPq) do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, denominado “Transtornos mentais em megacidades”, apontou que 30% dos casos investigados de moradores da capital paulista e região metropolitana apresentaram algum tipo de transtorno psiquiátrico nos 12 meses anteriores à entrevista. Expressivo número que merece a atenção de todos.Todavia, outra perspectiva nos leva a considerar que parte dessas ocorrências pode estar erroneamente catalogada como distúrbio. Há de se verificar também o conjunto de naturais manifestações de uma sensitividade espiritual malconduzida, necessitada de equilíbrio e de orientação específica.O programa Conexão Jesus, da Boa Vontade TV (canal 20 da SKY), conversou com um especialista no assunto. Trata-se do dr.Júlio Peres, psicólogo clínico, doutor em Neurociências e Comportamento pelo Instituto de Psicologia da USP, com pós-doutorado no Centro para a Espiritualidade e a Mente da Universidade da Pensilvânia/EUA e pós-doutorado em radiologia clínica pela Unifesp.

Declarou ele aos telespectadores: “Há uma linha de pesquisa muito importante — e nós gostamos muito desse tema, estamos trabalhando nesse sentido — que visa justamente ao diagnóstico diferencial entre uma crise espiritual envolvendo mediunidade, a conexão com Espíritos, Espiritualidade, e um episódio psicótico, um transtorno psiquiátrico. É muito importante que possamos reconhecer que uma condição é distinta da outra, porque, se o indivíduo estiver tendo uma manifestação mediúnica, uma crise espiritual, não necessariamente ele manifestará um episódio psicótico, psiquiátrico. No entanto, se for medicado nessas condições, ele pode criar uma história, uma linha de futuro psiquiátrica. Contudo, se o indivíduo estiver de fato tendo um episódio psicótico e não for medicado, o sofrimento se exacerba. Então, é fundamental que nós, profissionais da saúde, identifiquemos quais são os diferenciais para esse diagnóstico". 

Essas palavras nos fazem lembrar o testemunho do dr.Adolfo Bezerra de Menezes Cavalcanti (1831-1900), ilustre médico que no século 19 escreveu A loucura sob novo prisma (estudo psíquico-fisiológico), pondo em evidência os casos em que determinadas patologias mentais teriam causa espiritual de ordem inferior, requerendo, portanto, uma abordagem distinta: “Meu plano é determinar a natureza especial da loucura sem lesão cerebral — estabelecer as bases de um diagnóstico diferencial de uma para outra espécie — e oferecer os meios curativos deste gênero desconhecido de loucura”.

Observa-se assim que a matéria (aliada à Espiritualidade) é verdadeiramente digna de pesquisas cuidadosas e isentas de qualquer preconceito. Afinal, sabemos que muito há para ser estudado. No campo da Neurociência, por exemplo, o que não falta são lacunas de incertezas. E numerosos pacientes dependem desse esforço, pois podem estar padecendo com terapêuticas radicais quando o caminho é bem outro. 

José de Paiva Netto, jornalista, radialista e escritor.


AS PESQUISAS MENTEM?

Dilma aparece na frente nas pesquisas (Foto: AFP) 
Dilma aparece na frente nas pesquisas (Foto: AFP) 

Daqui até domingo deveremos ter a divulgação do lote final de pesquisas, que por ora apontam uma disputa cheia de reviravoltas entre Dilma e Aécio, ao mesmo tempo que ajudam a “adivinhar” o humor do eleitor. Dilma subiu consistentemente nos últimos dias; já o tucano segue melhor no sudeste. A divulgação desses números, que transformam muitas vezes a campanha em uma espécie de corrida maluca, ganha uma dramaticidade maior nas horas finais. Seu efeito imediato sobre o eleitor é o de produzir o favoritismo (no momento, de Dilma) de um ou outro candidato. Via de regra, quem está na frente comemora e quem vem atrás “acusa” as pesquisas (as mesmas pesquisas que seu staff  político usa com grande intensidade, diga-se).

 Favoritismo conta pois muita gente gosta de votar em quem está ganhando para não “desperdiçar” o voto, por exemplo. Mas dá para confiar em pesquisas?

 Como não sou fã de teorias conspiratórias e faltam elementos concretos de acusação, prefiro acreditar nas pesquisas, considerando, em primeiro lugar, que elas não são bolas de cristal, mas antes retratam o sentimento do eleitorado em momentos específicos. São retratos de um determinado dia, até de uma determinada hora. Colados juntos ao longo do tempo esses retratos podem nos dar um filme das tendências de opinião. Pesquisas medem, afinal, essa coisa volúvel que é a “opinião”. Opinião sobre o governo (cuja avaliação vem melhorando desde o inicio do programa de TV), sobre o que pensam segmentos específicos do eleitorado e tudo o mais.

 A velocidade com que esta opinião mudou ao longo dos últimos meses – e pode mudar nas próximas 48 horas — surpreendeu os institutos de pesquisa. Talvez este seja um fato novo em 2014. Uma hipótese viável é que com acesso maciço às redes sociais – facebook e whatsapp – o eleitor manejou um volume de informações maior do que no passado, vindas de fontes diversas. Oscilações grandes de opinião podem estar acontecendo em “tempo real”, e as pesquisas podem ficar “velhas” em um piscar de olhos.

 Seja como for, arrisco dizer que, na verdade, as pesquisas, ao menos na esfera presidencial, não erraram tanto assim em 2014. No primeiro turno as votações de Dilma e Marina “bateram” com o que os institutos vinham divulgando, dentro da chamada margem de erro. Está certo, as pesquisas apontaram uma votação menor em Aécio, mas por outro lado “captaram” o seu movimento de ascenção alguns dias antes da votação. Também é verdade que houve uma distância enorme em alguns resultados estaduais, como na Bahia (que “prejudicou” o PT), mas na maioria das disputas regionais os números mais se aproximaram dos resultados das urnas do que se afastaram, ao menos na captação de tendências.

 Mas sobretudo, se as pesquisas são fajutas, como explicar que as campanhas políticas as usem com tanta intensidade? Os números que vêm a público – em geral de levantamentos encomendados por órgãos de imprensa ou associações empresariais – são apenas uma pequena amostra do que é produzido internamente para as campanhas, ao menos essas que têm dinheiro, pois a brincadeira é cara. A partir delas se definem estratégias e mensagens-chave que saem da boca dos candidatos.

 Que o eleitor tenha acesso a uma ínfima parte deste universo é, na verdade, um fator de democratização de um tipo de informação, que do contrário ficaria restrita apenas às campanhas. O resultado da corrida maluca saberemos em breve. Afinal, como diz o velho chavão político, importa mesmo é o que sai das urnas.

Novo pedido de impeachment da presidenta Dilma Rouseff: agora com base nos desvios de dinheiro da Petrobrás

Candidata Dilma Rousseff em evento em São Paulo. (Foto: Agência Estado)
Na quinta-feira, 23 de outubro, foi protocolado mais um pedido de impeachment contra a presidenta Dilma Rousseff.
 
Desta vez o que fundamentou as denúncias foram as provas que estão sendo obtidas pela Justiça Federal sobre o esquema para desviar recursos da Petrobras com o objetivo de financiar partidos políticos – PT, PMDB e PP – bem assim para custear a campanha à Presidência da República de 2010 da presidenta Dilma Rousseff”, disse a este blog o autor, o advogado Luís Carlos Crema.
 
Segundo ele, “motivaram também as denúncias as declarações falsas da presidenta Dilma Rousseff quanto a bolsa família, ao afirmar que o benefício criado pelo governo do PT não teria nenhuma vinculação com os benefícios sociais então existentes, a afirmação da presidenta não guardou a verdade, pois a própria MP nº 132/2003, que criou o bolsa família, revela, expressa e literalmente, a unificação dos benefícios anteriores. A adulteração das imagens do Senado, em vídeo utilizado na campanha, distorcendo a realidade dos fatos, foi outra razão do pedido de impeachment”. Leia aqui a íntegra da nova ação.

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quinta-feira, 23 de outubro de 2014

DILMA TEM 54% E AÉCIO 46% DOS VOTOS VÁLIDOS, DIZ PESQUISA IBOPE


Dilma tem 54% e Aécio 46% dos votos válidos, diz pesquisa Ibope
Foto: Divulgação
Segundo a pesquisa Ibope divulgada nesta quinta-feira (23) a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff (PT) ampliou a vantagem em relação a Aécio Neves (PSDB) e chegou a 54% dos votos válidos, contra 46% do tucano. Ao se considerar brancos, nulos e indecisos, a petista tem 49% contra 41% de seu concorrente. A pesquisa encomendada pela TV Globo e pelo jornal O Estado de S. Paulo mostrou crescimento de Dilma em relação ao último levantamento do instituto, quando Aécio tinha 51% dos votos válidos. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 203 municípios entre os dias 20 e 22 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de dois pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-01168/2014.

Joel Osteen Let god control your feelings

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LEMBRANÇA OPORTUNA: Não é só porto em Cuba, não. Vocês sabiam que o governo do PT colocou 800 milhões de dólares em uma hidrelétrica na Nicarágua bolivariana?

Hidrelétrica: negociações entre a Nicarágua e empresários brasileiros foram destravadas graças à intervenção do presidente nicaraguense Daniel Ortega e de Dilma (Foto: AES Tietê)
Hidrelétrica: negociações entre a Nicarágua e empresários brasileiros foram destravadas graças à intervenção do presidente nicaraguense Daniel Ortega e de Dilma (Foto: AES Tietê)
Tal como ocorreu com o porto de Mariel, em Cuba, o BNDES participa do financiamento da obra do governo bolivariano e violador dos direitos humanos da Nicarágua
DILMA LIBERA CONSTRUÇÃO DE USINA HIDRELÉTRICA NA NICARÁGUA
Reportagem publicada em EXAME.com a 1º de abril de 2014
A construção da hidrelétrica Tumarín, na Nicarágua, um dos maiores projetos de infraestrutura do governo do sandinista Daniel Ortega, começará em 2014 com quatro anos de atraso e após um processo de negociação que precisou contar com a intervenção da presidente Dilma Rousseff.
Em julho de 2009, a Assembleia Nacional aprovou a execução do projeto Tumarín em Apawás, comunidade de difícil acesso localizada no município de La Cruz de Río Grande, na Região Autônoma do Atlântico Sul (Raas).
O projeto previa a construção de uma usina, com uma represa de 2.590 hectares de área e com capacidade de geração de 253 megawatts. Como indenização pela perda de terras, o plano era transferir os moradores de Apawás para um lugar seguro, com casa para cada família, serviço de água potável, energia elétrica, três igrejas, uma casa comunitária e um centro comercial.
O custo total de Tumarín seria de US$ 800 milhões, e a responsabilidade da obra ficaria com a companhia Centrais Hidrelétricas da Nicarágua (CHN), criada pela Eletrobras e a construtora Queiroz Galvão.
Ortega anunciou Tumarín como o maior projeto de geração de energia da história da Nicarágua.
Por se tratar de energia limpa, a hidrelétrica permitirá ao país vislumbrar uma mudança de sua matriz energética, predominantemente térmica e dependente dos derivados do petróleo.
Com a usina, a Nicarágua não só reduziria o impacto dos altos preços do petróleo, mas também obteria prestígio na corrida contra a mudança climática. No entanto, não se passaram seis meses até surgirem os primeiros problemas.
Os tribunais da Região Autônoma do Atlântico Sul exigiram a paralisação do projeto devido a uma suposta irregularidade em sua aprovação.
A questão foi resolvida e, em julho de 2010, Ortega anunciou a iminente construção de Tumarín e até convidou o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva para lançar a pedra fundamental do projeto.
Tudo parecia funcionar, a CHN contratou funcionários, construiu uma estrada na região da central e iniciou a capacitação de seus futuros trabalhadores.
Enquanto isso ocorria, o governo nicaraguense promoveu outro projeto hidrelétrico: Brito, que seria tão grande quanto Tumarín, porém mais barato (US$ 600 milhões).
Brito causou polêmica porque cortaria o fluxo do rio San Juan, quase sagrado para os nicaraguenses, transferiria uma cidade já urbanizada e desembocaria no recife de corais mais ricos do litoral pacífico do país. Um ano depois, esse projeto fracassou.
O ano de 2011 foi ruim para a CHN, principalmente em relação à indenização pelas terras que seriam afetadas pela usina de Tumarín. A empresa e os proprietários inicialmente tinham chegado a um acordo para o pagamento de US$ 800 por cada 0,70 hectare de terra, mas uma suposta falta de liquidez fez com que nem todos os afetados recebessem o valor.
Paralelamente, questões burocráticas tornaram o andamento do processo mais lento do que o esperado, e o preço das matérias-primas aumentou.
Como resultado, o preço final da central aumentou para US$ 1,1 bilhão, e a esperança de que fosse concluído diminuiu.
Além disso, a rodovia de 50 quilômetros construída para se chegar a Apawás fez com que as exigências de compensações dos moradores locais aumentassem, e agora os afetados exigiam indenizações de US$ 1 mil a US$ 1,5 mil por cada 0,70 hectare.