quarta-feira, 20 de janeiro de 2016

ATÉ QUE A MORTE OS SEPARE

José Braga*
Eu sempre achei que qualquer tipo de relacionamento, seja amizade namoro casamento, ou outro, como tudo na vida, tem começo meio e fim. Eu fico a me perguntar quando escuto alguém comentar: “Ah, terminei o namoro, o casamento... ou o que seja”, e a outra pessoa exclama: “Nossa! Quanto tempo durou?”. Logicamente que existirá uma resposta sobre um tempo que, com pequenas exceções, será mais de um ano, porém acompanhada de um, “Mas não deu certo, e acabou.”

Claro que deu certo! Não importa o tempo que eles estiveram juntos, se um ano, cinco (....) seja lá quantos anos tiveram sido, deu certo durante aquele tempo; só que acabou! Essa é uma das virtudes da vida; podemos ter quantos amores quisermos, desde que cada um no seu tempo ou algo que pareça um. como uma boa amizade, algo que nos faz bem, mas sem de deixar confundir  Logicamente que não vou estar a incentivar a ideia de se querer ficar experimentando todos os amores que se quer ter, tampouco incentivando o fato. Mas, assim como a vida, tudo nela tem um fim algum dia – a menos que se consolide, como vemos vários exemplos de casais velhos que chegam a completar 60 anos juntos, mas, com certeza, no meio da estrada houve algum momento de infelicidade, porém superado.


O que acontece é que nós não podemos dar a plenitude de compreensão de nós mesmos, como podemos exigir que os companheiros o façam?  Num relacionamento não existe nada completo: às vezes um é carinhoso, mas não é fiel; às vezes é fiel, mas não é tolerante com o parceiro. Às vezes ela é malhada, mas não é sensível, ou ele pode ter físico delineado, mas é grosseiro para o sexo. Às vezes um deles tem intenção sexual diferente do parceiro... Eu teria mil razões para justificar que nada é perfeito numa vida a dois. O fato é, que se não houver entendimento para o ato, um aperitivo não quer dizer, necessariamente, uma taça de "Château Grand Corbin", mas algumas palavras de carinho, uma preocupação como companheiro; porém, nada demasiado. Geralmente o homem quer tomar as rédeas nessa hora, e, no afã de seu egoísmo, acaba por não dar plenitude de prazer à sua companheira.

Mas nem só de sexo vive um relacionamento. Ele é um de seus elementos essenciais, e muito influente, pois tem sido relatado em muitos casos de término. Quando isso acontece é porque uma parte não se deu conta anteriormente do que estava acontecendo; não entendeu ou percebeu que algo ia errado com a satisfação do seu companheiro, e, assim, corrigir em tempo. Mas a boa notícia é que  esse existe de verdade. Se um dos dois não deseja mais seguir adiante com o compromisso, melhor não insistir. Nada de querer forçar a barra; o outro tem o direito de não querer mais, e não adianta perguntar o porquê. Não é uma boa ideia sair por aí se acabando, contando a todo mundo como um desabafo ou se embriagando para esquecer, e se torturando mais ainda. Existe uma grande chance de aquela decisão não ser o final realmente, mas uma dúvida na cabeça de quem desistiu. Então, só resta ao outro esperar a decisão à distância! Dar um tempo é uma boa ideia, pois existem pessoas que precisam, em algum momento, sentir a ausência de alguém para desejar sua a presença. Se restou alguma coisa que a fez sentir-se feliz, ela sentirá a falta, e voltará. Contudo, esse processo pode não acontecer! Mas de que adiantaria a volta apenas pela pressão? Corre-se o risco de acontecer algo pior, como aquele restinho do que foi bom se esgotar de vez? Aí, não tem volta! 


Prestem atenção, caros leitores! Eu não gosto de incentivar a autoajuda, por isso vale o aviso de que esse texto é resultado de como eu penso que seja, não uma conclusão científica. Porém, acho que não está muito longe do que é provável, e acho que uma coisa pode ser extraída do que está exposto, pois serve de alerta: as pessoas devem estar sempre atentas ao que acontece ao seu redor, principalmente nos relacionamentos de compromisso religioso, aqueles que já estão consolidados como uma família; um casamento é ao que eu me refiro.  


Façam tudo para manter sua família, a menos que cheguem a uma situação clara de traição ou situação danosa. Não acreditar no que se vê, ou se deixar iludir pelo que parece ser melhor, é sempre um motivo para reflexão. Entender que é possível se envolver com alguém por pura amizade, se é algo que dá prazer e traz felicidade por lhe fazer fugir do dia a dia padrão sem dúvida que é saudável. Da mesma forma é possível querer estar em contato com aquela pessoa sem, no entanto, deixar que o envolvimento daquela amizade seja maior que o relacionamento em família; não deixar sua família, seu casamento, para viver ilusões é satisfação eterna garantida – exceto pelos motivos mencionados anteriormente, pois, da mesa forma, ninguém é obrigado a viver no sofrimento. É assim que eu penso, é assim que eu vivo, assim que eu acho que devo advertir.


E que vivamos felizes, pela confiança em nós mesmos, pelas nossas famílias, e por tudo que pode ser – sem danos!


Que Deus nos abençoe!



*José Braga é pesquisador da estrutura formal da língua Portuguesa, habilitado em Letras, Lingüística, escreve correto e fala Inglês fluentemente.

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