sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Igreja Mundial do Poder de Deus é condenada por assédio moral a funcionário

 

Igreja Mundial do Poder de Deus é condenada por assédio moral a funcionário
A Igreja Mundial do Poder de Deus, liderada pelo apóstolo Valdemiro Santiago, foi condenada pela 2ª Turma do TRT-MG por assédio moral contra um empregado, que atuava como editor de vídeo em um programa apresentado por um bispo da igreja. O funcionário era constantemente chamado de burrinho, macaquinho e jegue pelo bispo responsável pela igreja e por outros pastores da denominação.

Segundo testemunhas do caso, o funcionário sofria essas ofensas sempre que havia um imprevisto ou algum erro na produção do programa. As testemunhas relataram ainda que bispo ria e achava graça da situação, e que o funcionário chegou a ser colocado sem trabalhar, durante três dias, na cozinha do estabelecimento.

Em decorrência do assédio, a igreja foi condenada a pagar uma indenização no valor de R$15 mil. O desembargador Anemar Pereira Amaral afirma que o assédio moral ficou plenamente caracterizado.

- A figura do assédio moral se caracteriza pela conduta abusiva do empregador ao exercer o seu poder diretivo ou disciplinar, atentando contra a dignidade ou integridade física ou psíquica de um empregado, ameaçando o seu emprego ou degradando o ambiente de trabalho, expondo o trabalhador a situações humilhantes e constrangedoras. Existindo prova de tais fatos nos autos, é devida a respectiva indenização reparadora – declarou o desembargador, em seu voto.

Em sua defesa, a igreja negou o assédio moral, e alegou que apenas aconteciam eram “brincadeiras comuns a um ambiente de trabalho descontraído”, argumento que não foi aceito pelo TRT. Segundo o desembargador, os relatos das testemunhas deixam claro que as supostas “brincadeiras” relatadas não condizem com a atmosfera de respeito e dignidade que deve existir no ambiente de trabalho, e que a conivência do empregador com a situação é o suficiente para justificar a condenação, a gravada pelo fato de que o chefe participava dos atos vexatórios.

Segundo nota publicada pelo TRT, foi entendido pelo magistrado que a igreja vulnerou valores humanos do trabalhador protegidos pela Constituição Federal.

Fonte: Por Dan Martins, para o Gospel+

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