Aconteceu no dia 5 de
novembro de 2012, às 13h15min, na agência do BB da cidade da Cachoeira
Servidoras da agência do Banco do Brasil constrangem cliente
Cliente idoso, após esperar uma hora e dez minutos na
fila de atendimento prioritário, ao chegar a sua vez, ao aproximar-se do caixa para a operação que
há anos faz com o cartão de sua consorte, a servidora do mencionada agência
bancária recusou-se em atendê-lo sob a argumentação, em alto e bom som, de que
o mesmo estava tentando fazer operação de saque com cartão de terceiros.
Surpreendido ante tamanha ofensa à sua honra, o cliente explicou que o cartão
era de sua própria consorte e que há anos faz a operação de saque em seu lugar.
A explicação enfureceu ainda mais a servidora que de forma deselegante e
deseducada prosseguiu negando-lhe o atendimento, como se ali estivesse um meliante,
um malandro, tentando ludibriar o caixa para auferir uma transação espúria. O
cliente apelou para o funciconário do caixa vizinho, buscando dele que explicasse à servidora
novata que ele mesmo antes o atendeu sucessivas vezes para a mesma operação. De
forma sarcástica, intolerável, o servidor não esboçou a menor disposição para
contribuir com a solução do impasse, com que agravou ainda mais a atmosfera
vergonhosa da qual estava sendo vítima, visivelmente notada em sua face, devido
ao ultraje que se perpassava sobre sua imagem
ante à vista de muitos que semelhante a ele
aguardavam atendimento na fila.
Inconformado com a atmosfera
constrangedora a que foi submetido e ausência de qualquer iniciativa dos dois
únicos servidores dos caixas, o cliente dirigiu-se ao segurança da agência, relatando-lhe e
protestando o ocorrido, ao mesmo tempo pedindo para falar ao gerente geral. Este,
após adentrar à sala da gerência, retornou com o recado que a referida autoridade não
podia atendê-lo, pois, era hora de almoço, mas que o mesmo podia relatar o fato
à subgerente.
Ao aproximar-se da subgerente, esta lhe exigiu nova senha, o
cliente recusou tirar outra senha que o faria esperar igual período ou mais, e foi logo relatando-lhe o assunto. A subgerente, em lugar de solucionar o impasse, argumentou que
todos sabem das normas e não seria ela a
pessoa indicada para desobedecê-las. O
cliente disse-lhe que ela mesma o atendeu inúmeras vezes, fazendo a mesma
operação, quando a referida subgente exercia a função de caixa. Disse-lhe ainda
o cliente que concordava com a aplicação de normas daquela natureza para
malandros nunca para uma pessoa de bem, reconhecida na comunidade, em sua
posição. Retirou-se, retornando vinte minutos depois, com a esposa, para realizar a operação. Ambos foram atendidos diretamente pelo gerente de contas,
ocasião em que o cliente ofendido em sua dignidade fez breve relato tácito da ocorrência.
O caso agora está na Justiça.
A oferta de emprego & A falta de servidor
qualificado
Propaga-se e é verdade que há sucessivas ofertas de
emprego no Brasil, em inúmeros segmentos produtivos e de serviços ao público. O que falta é gente qualificada
para o exercício das funções oferecidas, razão por que instituições como o
Banco do Brasil contratam servidores sem as mínimas qualificações para o
exercício das mencionadas atividades, postura que vem gerando conflitos e
discórdias de amplas proporções, e até tragédias.
Servidores com o perfil igual aos mencionados nesta
reportagem, não devem ser designados para lidar com o público, função que
requer, além da habilitação para operações mecânicas e comuns, o domínio da
psicologia do atendimento, a comunicação cordial, atenciosa, funcionários
capazes de sustentar no ambiente de trabalho, atmosfera de paz, de harmonia, e
fazer com que o cliente se sinta estimado e parceiro da instituição, nunca um
oponente. Funcionários portadores de posturas opressivas, mal-educados, sem qualificações para lidar com público, como as
duas funcionárias da agência do Banco do Brasil na cidade da Cachoeira/BA,
antes mencionadas, deveriam estar trabalhando internamente, no expediente
burocrático, que não exijam quaisquer relações com o público.
É evidente que funcionários com este perfil têm de ser
corrigidos e até mesmo excluídos do serviço de atendimento ao público, caso
insistam em preservar posturas de natureza conflitante, geradora de atmosfera
de discórdia com a clientela.
Reações quando os malandros agem
Os malandros quando agem nessas instituições, seus servidores
tremem nas bases, levantam-se, sentam-se, deitam no chão, baixam a cabeça,
enfim, fazem tudo quanto os marginais lhes determinam.

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