Mariana Londres e Laís Lis, do R7, em Brasília
Foto por Celso Júnior/AE 11.01.2010Leonardo Prudente é acusado de receber dinheiro de propina
Prudente nega as acusações sobre sua participação no mensalão do DEM, como o escândalo ficou conhecido, e alega que guardou o dinheiro na roupa por "questão de segurança".
Hoje, os deputados devem voltar ao trabalho, depois do recesso parlamentar ser suspenso pelo presidente interino da Casa, deputado Cabo Patrício (PT). Os líderes partidários precisam indicar os nomes dos integrantes das comissões que vão investigar as denúncias de corrupção contra Arruda.
Se os líderes partidários não cumprirem o prazo, que termina às 14h de hoje, o próprio Cabo Patrício promete nomear os integrantes da CPI. A escolha do presidente e do vice-presidente da CPI deve ser feita às 18h. Durval Barbosa, ex-secretário do governo Arruda e detonador do escândalo no DF, deve ser ouvido na terça-feira (26) pelos deputados. O depoimento deve ser feito na Superintendência da Polícia Federal de Brasília. Desde a deflagração da operação, em novembro, Barbosa está sob proteção policial.
O suposto esquema de pagamento de propina no governo do DF foi flagrado por imagens gravadas pelo então secretário de Relações Institucionais de Arruda, Durval Barbosa, que aceitou ajudar nas apurações em troca de uma futura redução de pena, a chamada delação premiada. Os recursos distribuídos aos parlamentares viriam de empresas que prestam serviços ao governo do Distrito Federal.
As imagens foram divulgadas após a operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal, em 27 de novembro, que cumpriu 29 mandados de busca e apreensão em Brasília, Goiânia e Belo Horizonte para reunir provas sobre a suposta distribuição de recursos ilegais à base aliada do governo do DF.
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