quinta-feira, 7 de janeiro de 2016




Troca de mensagens indica que Mário Kertész teria recebido dinheiro para apoiar Pelegrino em 2012


Segundo jornal, radialista negou suspeitas e explicou que apenas ofereceu apoio político ao petista


Foto: Divulgação

A Lava Jato recolheu provas que apontam o envolvimento do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, com nomes importantes do governo de Dilma Rousseff, como por exemplo Jaques Wagner, atual Ministro Chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia. Segundo o jornal O Estado de São Paulo, as mensagens mostram que o executivo, condenado a 16 anos de prisão, atuou por interesse petista dando apoio financeiro ao candidato do partido, Nelson Pelegrino, em 2012, à Prefeitura de Salvador. Ele também negociou pedidos de intermediação do então governador da Bahia com o governo federal a favor de empreiteiros.

Investigadores colocam sob suspeita trechos cifrados de conversas que utilizam códigos. Jaques Wagner, por exemplo, é identificado como “JW”. Os responsáveis pela investigação acreditam que ele também é o “Compositor”, referência ao maestro e compositor alemão Richard Wagner. Nelson Pelegrino é citado como “NP” ou “Andarilho”, em alusão a “peregrino”, trocadilho com seu sobrenome. Em 2012, Pelegrino disputou com ACM Neto (DEM) e com Mário Kertész (então PMDB), identificados nas conversas como “Grampinho” e “MK”, respectivamente.

No 2º turno, Kertész anunciou apoio político a Pelegrino e as conversas também revelam negociações envolvendo o apoio político. Segundo o jornal, Wagner aparece como intermediador das conversas. Quando Kertész marcou coletiva para anunciar sua saída do PMDB, Pinheiro enviou mensagem a Wagner. “Assunto MK, preciso lhe falar”. Antes, ele enviou para Manuel Ribeiro Filho uma mensagem que os investigadores suspeitam se tratar de possível código para efetuar um pagamento. No texto, o executivo escreveu: “O endereço que filho me forneceu foi M.K. Street 3.600”. A suspeita dos investigadores é de que o número se refira a um valor pago e a sigla “MK” ao destinatário do dinheiro.

“O valor é muito alto”, dizem os executivos nas mensagens em referência ao número 3.600. Troca de mensagens entre Léo Pinheiro e Cesar Mata Pires Filho, executivo da empreiteira, mostra que “JW” estaria ciente do apoio. Para a reportagem de O Estado de São Paulo, Mário Kertész afirmou que é amigo de Léo Pinheiro, mas que não participou de arrecadação para campanha de Nelson Pelegrino no segundo turno. Pelegrino foi procurado por meio de sua assessoria, mas não se pronunciou.

Fonte: Redação VN e agências
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