Troca de mensagens indica que Mário Kertész teria recebido dinheiro para apoiar Pelegrino em 2012
Segundo jornal, radialista negou suspeitas e explicou que apenas ofereceu apoio político ao petista
A Lava Jato recolheu provas que apontam o
envolvimento do empreiteiro Léo Pinheiro, da construtora OAS, com nomes
importantes do governo de Dilma Rousseff, como por exemplo Jaques
Wagner, atual Ministro Chefe da Casa Civil e ex-governador da Bahia.
Segundo o jornal O Estado de São Paulo, as mensagens mostram que o
executivo, condenado a 16 anos de prisão, atuou por interesse petista
dando apoio financeiro ao candidato do partido, Nelson Pelegrino, em
2012, à Prefeitura de Salvador. Ele também negociou pedidos de
intermediação do então governador da Bahia com o governo federal a favor
de empreiteiros.
Investigadores colocam sob suspeita
trechos cifrados de conversas que utilizam códigos. Jaques Wagner, por
exemplo, é identificado como “JW”. Os responsáveis pela investigação
acreditam que ele também é o “Compositor”, referência ao maestro e
compositor alemão Richard Wagner. Nelson Pelegrino é citado como “NP” ou
“Andarilho”, em alusão a “peregrino”, trocadilho com seu sobrenome. Em
2012, Pelegrino disputou com ACM Neto (DEM) e com Mário Kertész (então
PMDB), identificados nas conversas como “Grampinho” e “MK”,
respectivamente.
No 2º turno, Kertész anunciou apoio
político a Pelegrino e as conversas também revelam negociações
envolvendo o apoio político. Segundo o jornal, Wagner aparece como
intermediador das conversas. Quando Kertész marcou coletiva para
anunciar sua saída do PMDB, Pinheiro enviou mensagem a Wagner. “Assunto
MK, preciso lhe falar”. Antes, ele enviou para Manuel Ribeiro Filho uma
mensagem que os investigadores suspeitam se tratar de possível código
para efetuar um pagamento. No texto, o executivo escreveu: “O endereço
que filho me forneceu foi M.K. Street 3.600”. A suspeita dos
investigadores é de que o número se refira a um valor pago e a sigla
“MK” ao destinatário do dinheiro.
“O valor é muito alto”, dizem os
executivos nas mensagens em referência ao número 3.600. Troca de
mensagens entre Léo Pinheiro e Cesar Mata Pires Filho, executivo da
empreiteira, mostra que “JW” estaria ciente do apoio. Para a reportagem
de O Estado de São Paulo, Mário Kertész afirmou que é amigo de Léo
Pinheiro, mas que não participou de arrecadação para campanha de Nelson
Pelegrino no segundo turno. Pelegrino foi procurado por meio de sua
assessoria, mas não se pronunciou.
Fonte: Redação VN e agências
redacao@varelanoticias.com.br

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