Via Expressa e viadutos foram superfaturados durante gestão Wagner, aponta TCU
Foto: Reprodução/ Governo Federal
As obras de 14 viadutos e da Via Expressa em Salvador foram
superfaturadas, de acordo com o Tribunal de Contas da União (TCU).
Segundo o Estadão, as obras passaram por um pente-fino e, ao se debruçar
sobre o contrato de R$ 399,705 milhões firmado entre a Companhia de
Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia (Conder), o Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e a OAS, o tribunal
identificou um volume de pedidos materiais muito acima daqueles
previstos no projeto básico do empreendimento. Apenas com a inclusão de
novos serviços no contrato, segundo os auditores, o preço da obra foi
inflado em pelo menos R$ 9,368 milhões. As alterações no escopo original
do projeto também foram acompanhadas pelo aumento de preços. Foi o que
os auditores encontraram, por exemplo, ao analisar a compra de vigas
metálicas usadas na obra. O preço cobrado pela empreiteira para este
item foi de R$ 7,13 por quilo, quando o orçamento original feito pela
Conder com a Gerdau Aço Minas indicava valor de R$ 3,62 o quilo. "A
comparação do valor considerado pela OAS no termo aditivo com o preço
informado pela Gerdau indica uma significativa diferença de 96,96% para
elementos na mesma data base", aponta o TCU, que estimou uma diferença
de R$ 3,926 milhões somente em relação ao serviço de fabricação desse
material. Depois de realizar uma série de reuniões com representantes da
Conder, da OAS e do Departamento Nacional de Infraestrutura de
Transportes (Dnit), que era o principal agente financeiro do projeto, o
TCU concluiu que diversas irregularidades não foram explicadas. Em 2010,
o diretor de operações da Conder, Armindo Gonzales Miranda, reconheceu
que houve irregularidades na quantidade de itens incluídos na obra, mas
culpou o "curto espaço de tempo" que o órgão baiano teve para informar o
Dnit sobre as necessidades do projeto.
Fonte: Bahia Notícias.
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