25
ANOS SEM PIRINHO
Desportista,
foi presidente do Esporte Clube Vitória em duas gestões: 1970-1973
e 1979-1980. Na última, convidou-me para escrever a história do
clube, projeto que abandonei quando ele se desentendeu com os
'coronéis' que controlavam a agremiação e deixou a presidência.
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| Ubaldo M.Porto Filho ESCRITOR |
No
dia 12 de janeiro deste 2016, uma segunda-feira, completará 25 anos
que a Bahia perdeu Raimundo Rocha Pires, o Pirinho. Formado em
Odontologia, pela Universidade Federal da Bahia, ele foi prefeito de
São Félix no quadriênio 1959-1963. Depois de uma suplência
(1963-1967) na Assembleia Legislativa da Bahia (assumiu o mandato
algumas vezes), foi eleito para quatro mandatos integrais de deputado
estadual, cumpridos por 16 anos consecutivos, de 1967 até 1983
Desportista,
foi presidente do Esporte Clube Vitória em duas gestões: 1970-1973
e 1979-1980. Na última, convidou-me para escrever a história do
clube, projeto que abandonei quando ele se desentendeu com os
'coronéis' que controlavam a agremiação e deixou a presidência.
Renunciei o trabalho antes do recebimento de qualquer honorário. Não quis
nenhum envolvimento com os novos dirigentes, uma vez que o ambiente
no Vitória não oferecia a segurança necessária ao desenvolvimento
do projeto editorial. Em Pirinho eu tinha confiança total. Entre nós
havia uma amizade fraterna e leal.
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| Raimundo Rocha Pires - PIRINHO |
O
conheci em 1957, quando fui morar em Cachoeira. Ele residia em São
Félix, mas atravessava a Imperial Ponte Dom Pedro II para lecionar
no Ginásio da Cachoeira, onde ministrava a disciplina Ciências
Naturais, com uma didática desenvolta, eficiente e catalisadora das
atenções dos alunos.
Mas
antes de ser meu professor, ele participou, juntamente com meu pai,
do grupo que fundou o Lions Clube de Cachoeira, integrado por
personalidades de três cidades: Cachoeira, São Félix e Muritiba.
Tornou-se um amigo da nossa família e passou a frequentar o nosso
sobrado na Rua Prisco Paraíso.
Numa das visitas, fez uma revelação:
havia nascido em Cachoeira, mas seu pai o registrou como tendo sido
em São Félix.
Nascido
no dia 16 de fevereiro de 1931, Pirinho morreu repentinamente aos 59
anos, em Salvador.
Alguns de seus amigos médicos justificaram o
infarto fulminante, que teve em 12 de janeiro de 1991, aos anos de
cultivo do vício como fumante de cigarros.
Pirinho
entrou para a memória do futebol como um presidente competente,
combativo, querido e bem identificado com a torcida do rubro-negro
baiano, onde gozava do status de verdadeiro ídolo.
Foi
um tribuno excelente, dotado de uma oratória objetiva e sem
demagogia, que tinha sido aperfeiçoada quando esteve no exercício
do magistério.
Enfim,
Raimundo Rocha Pires constitui-se num exemplo de liderança
carismática e cativante. Destacou-se nos diversos segmentos por onde
transitou.
Salvador,
1º de janeiro de 2016


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