Prof. Aristides Pereira Maltez
1882 - 1943
Bacharelou-se em
Ciências e Letras, em 1902, no antigo Ginásio da Bahia. Foi aluno
laureado e distinguiu-se, durante sua vida de magistério, como professor
de preparatórios, ensinando grego, latim, inglês, francês, português e
ciências físicas e naturais.
Em 1903, ingressou
na Faculdade de Medicina do Terreiro de Jesus e, concomitantemente,
convidado pelo Governo do Estado da Bahia, lecionou grego, latim e
português, no Ginásio da Bahia, até 1937, tendo ensinado a diversas
gerações. Fez um curso brilhante, na Faculdade de Medicina da Bahia,
formando-se em 1908, tendo sido o orador oficial da turma. Era
considerado orador primoroso, ora comovente, ora empolgante, lírico e,
quando necessário, buliçoso das massas. Após sua formatura, viajou, em
1911, para os Estados Unidos da América do Norte, onde se especializou
em Ginecologia e Obstetrícia.
Em 1932, após
invulgar trajetória e brilhante concurso, assumiu a cátedra de
Ginecologia na Faculdade de Medicina da Bahia. Teve cinco filhos Luiz
Malltez, Guilherme Maltez, Carlos Maltez, Aristides Maltez Filho e Jorge
Maltez.
Hábil e primoroso cirurgião, dos maiores de sua geração, tendo, inclusive, idealizado técnicas cirúrgicas.
Hábil e primoroso cirurgião, dos maiores de sua geração, tendo, inclusive, idealizado técnicas cirúrgicas.
A maior
realização de sua vida, como pioneiro na luta contra o câncer, no
Brasil, foi a idealização, no final da década de 20, da construção de um
Instituto de Câncer para a Bahia, visando, especialmente, atender às
mulheres portadoras de câncer do colo do útero que, por falta de
acomodações adequadas, viviam à mingua nas portas dos hospitais.
Conseguiu a consumação de seu ideal com a fundação da Liga Bahiana Contra o Câncer, em memorável sessão, em uma ensolarada manhã de domingo ― dia 13 de dezembro de 1936 ― juntamente com 52 abnegados companheiros, com maior destaque para o Prof. Ruy de Lima Maltez.
Conseguiu a consumação de seu ideal com a fundação da Liga Bahiana Contra o Câncer, em memorável sessão, em uma ensolarada manhã de domingo ― dia 13 de dezembro de 1936 ― juntamente com 52 abnegados companheiros, com maior destaque para o Prof. Ruy de Lima Maltez.
Esteve sempre
voltado para a atenção à população carente, bem expressado na frase que,
até hoje, marca todos os limites de sua instituição, ao proferir
oração, no ato da instalação: “Esta é a lâmpada da caridade que jamais
se apagará no coração dos meus seguidores”.
Contando com o apoio do Governador do Estado da Bahia, na pessoa do interventor Landulpho Alves de Almeida, e da sociedade baiana, conseguiu adquirir a Chácara Boa Sorte, em Brotas, por trezentos contos de réis. Ainda nos idos de 1940, começou a ser erigido o Instituto de Câncer da Bahia.
Contando com o apoio do Governador do Estado da Bahia, na pessoa do interventor Landulpho Alves de Almeida, e da sociedade baiana, conseguiu adquirir a Chácara Boa Sorte, em Brotas, por trezentos contos de réis. Ainda nos idos de 1940, começou a ser erigido o Instituto de Câncer da Bahia.
Mais uma vez
demonstrando sua elevada sensibilidade para com o social, na ocasião do
lançamento da pedra fundamental, proferiu a frase: “A semente de
carvalho está lançada. A sua sombra não será, porém, mais para mim;
servirá, sim, para dar abrigo aos cancerosos pobres da Bahia”.
Nos idos de
1943, sem que estivesse a obra concluída, veio a falecer o eminente
professor, no dia 5 de janeiro. Seus pares, em memória ao idealizador,
ao realizador da obra, decidiram denominar o Instituto de Câncer da
Bahia de Hospital Aristides Maltez, que começou a funcionar em fevereiro
de 1952 e somente foi concluído, em 1984, graças ao arrojo e à elevada
sensibilidade do, à época, Governador do Estado da Bahia, Antonio Carlos
Magalhães.
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