quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

DECADÊNCIA DOS VALORES ÉTICOS*

Divaldo Franco*


Vivemos, sem duvida, o período áureo da ciência e da tecnologia. Em época alguma o ser humano desfrutou de tantas benesses como na atualidade, com as exceções compreensíveis. 

O conhecimento do macro assim como do microcosmo, no em entanto, não o tornou mais humilde perante a vida, antes exacerbou-lhe os sentimentos primários, levando-o à perda da identidade pessoal e à desconsideração pelos valores éticos, sobre os quais devem sustentar-se os seres pensantes e, em conseqüência, as nações. 
 
Quando a indignidade entorpece os governantes, levando-os à suposição falsa de que estão acima do bem e do mal, assim como as denominadas classes privilegiadas, o povo, sem padrão de comportamento para servi-lhe de modelo, enlouquece, entregando-se às mais vis condutas, dentre as quais se destaca a violência como forma de vingança contra tudo que a sociedade parece haver-lhe negado. Impérios colossais, que foram gloriosos um dia, sucumbiram ao peso da corrupção dos seus governantes e das suas extravagâncias, das aberrações que se permitiram e dos maus exemplos de ética e moral, desorganizando-se interiormente, para logo tombarem nas mãos de audaciosos conquistadores, não menos inclementes e vulgares...

Vive-se o momento do valor da aparência, do fingimento e do disfarce dos crimes contra o patrimônio, o cidadão, a vida, com alegações muito bem adornadas de palavras, no entanto, sem qualquer significado nobre. Nessa avalanche de desconsertos, o prazer, as vacuidades, as viagens encantadoras mediante substancias ilícitas, tomam conta do mundo e  esfacelam milhões de vidas que se lhes entregam inermes. 

Torna-se urgente uma divisão de conceitos, um novo olhar sobre os acontecimentos que a todos nos assustam, as perspectivas ameaçadoras para o futuro que se apresenta sombrio, dando lugar, desde hoje, às crises de toda a espécie.

É indispensável que os indivíduos voltem-se para si mesmos, tenham a coragem de realizar o auto-enfretamento e descubram quem são e quais os objetivos essenciais da existência que devem buscar.


*Professor, médium espírita e conferencista/divaldo@tvcei.com
*Artigo publicado no Jornal A Tarde de 17/01/2013
  


                                                                               

 

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