Divaldo Franco*
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Vivemos, sem duvida, o
período áureo da ciência e da tecnologia. Em época alguma o ser humano
desfrutou de tantas benesses como na atualidade, com as exceções
compreensíveis.
O conhecimento do macro assim como do microcosmo, no em entanto, não o tornou mais humilde perante a vida, antes exacerbou-lhe os sentimentos primários, levando-o à perda da identidade pessoal e à desconsideração pelos valores éticos, sobre os quais devem sustentar-se os seres pensantes e, em conseqüência, as nações.
O conhecimento do macro assim como do microcosmo, no em entanto, não o tornou mais humilde perante a vida, antes exacerbou-lhe os sentimentos primários, levando-o à perda da identidade pessoal e à desconsideração pelos valores éticos, sobre os quais devem sustentar-se os seres pensantes e, em conseqüência, as nações.
Quando a indignidade
entorpece os governantes, levando-os à suposição falsa de que estão acima do
bem e do mal, assim como as denominadas classes privilegiadas, o povo, sem
padrão de comportamento para servi-lhe de modelo, enlouquece, entregando-se às
mais vis condutas, dentre as quais se destaca a violência como forma de
vingança contra tudo que a sociedade parece haver-lhe negado. Impérios
colossais, que foram gloriosos um dia, sucumbiram ao peso da corrupção dos seus
governantes e das suas extravagâncias, das aberrações que se permitiram e dos
maus exemplos de ética e moral, desorganizando-se interiormente, para logo
tombarem nas mãos de audaciosos conquistadores, não menos inclementes e
vulgares...
Vive-se o momento do
valor da aparência, do fingimento e do disfarce dos crimes contra o patrimônio,
o cidadão, a vida, com alegações muito bem adornadas de palavras, no entanto,
sem qualquer significado nobre. Nessa avalanche de desconsertos, o prazer, as
vacuidades, as viagens encantadoras mediante substancias ilícitas, tomam conta
do mundo e esfacelam milhões de vidas
que se lhes entregam inermes.
Torna-se urgente uma
divisão de conceitos, um novo olhar sobre os acontecimentos que a todos nos
assustam, as perspectivas ameaçadoras para o futuro que se apresenta sombrio,
dando lugar, desde hoje, às crises de toda a espécie.
É indispensável que os
indivíduos voltem-se para si mesmos, tenham a coragem de realizar o
auto-enfretamento e descubram quem são e quais os objetivos essenciais da
existência que devem buscar.
*Professor,
médium espírita e conferencista/divaldo@tvcei.com
*Artigo publicado no Jornal A Tarde de 17/01/2013

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