quarta-feira, 14 de novembro de 2012

FOME: FLAGELO CAPITALISTA 

                                             Por Aderbal Caetano Burgos*
 
De acordo com estudos da FAO (Organizações das Nações Unidas para Agricultura e a alimentação) existem no mundo capitalista 841 milhões de pessoas famintas, que o avanço tecnológico, a globalização e a modernização não trouxeram beneficio algum.
 A primeira epidemia de fome conhecida no mundo foi 3.500 anos antes de Cristo no Egito. Outras houve ocasionalmente, como a que assolou a Irlanda de 1845 a 1850, levando a morte um milhão de pessoas. Em 1943, em Bengala, morreram de  2 a 3 milhões de pessoas. Há ainda as crises crônicas dos países africanos.
Mas, foi nos últimos 20 anos, no apogeu do capitalismo, que a fome tornou-se permanente no Sudoeste da Ásia, na África e na América Latina.
Em teoria, o mundo produz alimentos suficientes para todos. Entretanto, muitos milhões não têm dinheiro para adquiri-los. 200 milhões de crianças sofrem de carência alimentar. A cada ano, 11 milhões de crianças com idade abaixo de 5 anos morrem de fome.
A fome mata no mundo 11 mil crianças por dia. Isso quer dizer uma criança a cada 8 segundos. No Brasil, são 32 milhões de pessoas famintas. Isto acontece por que a riqueza está concentrada nas mãos de uns poucos capitalistas, em detrimento de muitos milhões de pessoas sem trabalho ou com salários insuficientes para comprar comida.
 No Brasil a reforma Agrária dará trabalho e alimentos baratos para todos.


*Aderbal Caetano Burgos, cachoeirano que viveu 25 anos na clandestinidade, líderando um dos mais de fortes segmentos contra o golpe militar de 1964,  hoje anistiado.

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