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| Vista de Coqueiros do Paraguaçu |
Pequeno
Histórico do Distrito de Coqueiros do Paraguaçu
Por Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa*
Histórico:
Em quase todo seu
período histórico o distrito de Coqueiros do Paraguaçu, como é chamado
atualmente para diferir de seus homônimos brasileiros, sempre foi nomeado pela
palavra Coqueiro, no singular, poderia até representar unidade com a vila da
qual foi originada, neste caso, Nagé, mas esse fato não ocorre, devido a
fatores do coração. Não há como saber, porém, quando suas primeiras casas de
taipa surgiram, mas segundo as documentações existentes, desde o século XVIII,
o vilarejo já florescia à proporção do desenvolvimento de seu ancoradouro, por
onde se fazia a baldeação das pessoas e mercadorias que se destinavam da
capital para o interior, ao sertão ou vice-versa. Foi, portanto, o “fator
Paraguaçu” causa predominante para o desenvolvimento da vila, como explica
Osvaldo Sá, em suas Histórias Menores.
Tanto Coqueiros, como
Nagé cresceram em torno da cultura agrícola de produtos de primeira
necessidade, a única autorizada pela Capital Baiana, pois no período colonial,
não era permitido à instalação de indústrias, nestas regiões. A Farinha de
Mandioca sempre foi à cultura principal dessa região. As raras intenções do
plantio do fumo, sempre foram barradas pelo poderio dos fazendeiros
Cachoeiranos, assim como, do controle social que os líderes da Câmara Municipal
exerciam sobre os habitantes da terra.
Com o tempo a vila
começou a ganhar importância e em 17 de julho de 1893, foi elevada a categoria
de distrito policial, sob jurisdição do Distrito de Paz de Nagé e sob essa
tutela permaneceu até o dia 13 de agosto de 1926, em conformidade com a lei no
1922 que criou o distrito de Coqueiros e anexou ao município de Maragogipe.
Apesar do IBGE considerá-lo como distrito de paz desde 1911, o desmembramento
só se deu em 1926 e assim continuou a ser até os dias atuais. Pelo decreto-lei
estadual no 10724, de 30 de novembro de 1938, o distrito de Coqueiros passou a
se grafar, novamente, Coqueiro. Até 2007, o IBGE registrava o distrito desse
jeito, hoje porém, registra-se como Coqueiros do Paraguaçu, devido o apego
popular.
O mangue sempre foi o
grande potencial de Coqueiros, assim como as outras vilas do município, era o
alimento extra dos escravos que trabalhavam nas fazendas instaladas na região:
Ostras, siris, caranguejos e mapés sempre foram os frutos do mar mais catados. Hoje,
a mariscagem é praticada principalmente por mulheres. O salgamento de peixes
miúdos (xangô e petitinga) e a defumação de camarões são as duas formas de
beneficiamento do pescado na região.
O potencial turístico e
histórico de Coqueiros do Paraguaçu pode ser aproveitado, através da navegação
em Saveiros, que de meados do século XIX até meados do século XX inham grande
importância no transporte de cargas e pessoas;
A produção de Cerâmica
de Coqueiros é outro atrativo à parte, sua principal representante é a Dona
Cadu. O saber-fazer passado de geração a geração, transformou essa arte
rudimentar, numa das principais fontes de sobrevivência do povo coqueirense.
Outros atrativos são de fundamental importância, a exploração de sítios
importantes, como a Capela de Nossa Senhora do Rosário, datada do século XVIII;
a festa de Bom Jesus dos Navegantes em Janeiro e da praia de Coqueiros, muito
visitada por turistas devido à tranquilidade da região.
*Zevaldo Luiz Rodrigues de Sousa é licenciado em
História pela Universidade Federal do Recôncavo da Bahia
‘’Acrostimania’’
Eleitor
*Verbena Costa
Eleição está
chegando
Lembre sempre caro eleitor
Eleja seu
candidato
Impondo-lhe
muito labor
Trabalho é
indispensável
Ordene a ele
noite e dia
Reprimindo-lhe
a mordomia
‘’Eleição’’
Eleição é coisa seria
Diz aqui o eleitor
Dela virão alegrias
Ou possível dissabor
A depender do candidato
Em mostrar o seu labor
Se este for bem omisso
Negligente em seu dever
O eleitor lhe bate a porta
E o coloca a correr
Dizendo muito zangado
Vá procurar o que fazer.
*Verbena Costa é criadora e redatora de textos acrósticos, moradora da comunidade de Coqueiros do Paraguaçu


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