sexta-feira, 30 de setembro de 2011

EM CACHOEIRA/BAHIA
















Eu digo não ao fechamento do Brega da Cachoeira


Por Luciano Borges*

Perplexo, li a noticia sobre a criação do PCI, (Primeiro Comando do Interior), segundo o delegado de policia, fundado pelo jovem cachoeirano Júnior. Conforme matéria publicada no Correio, o referido jovem é a cópia fiel de Marcola, o chefe do PCC (Primeiro Comando da Capital). Já feito o alarde, pode-se prender Junior agora, por favor!
Mais perplexo estou com a noticia de que a policia quer acabar com o tradicional Brega da Cachoeira. Tenho consciência de que nesse local, de fato, existem agravantes no que diz respeito ao consumo e distribuição de drogas, entretanto, acabar com o brega não irá solucionar este problema.


Já que ali se concentram usuários e fornecedores de drogas, então, que o setor de inteligência da policia, se é que existe, execute operações e coloque todos atrás das grades. A policia sabe quem são os traficantes, não prende porque não quer. O que o brega tem haver com tudo isto? O que Cabeluda tem a ver com isto? Falo Cabeluda, porque a conheço, pessoalmente, e creio no seu caráter, independente da escolha do seu empreendimento comercial.


O brega é um local de descontração. Alguns vêem de forma diferente, é claro, mas, muitos vão ali simplesmente para beber e jogar conversar fora. Políticos, prefeitos, vereadores, empresários, policiais, tanto civis quanto militares, e posso dizer que até delegados já freqüentaram o Brega da Cachoeira. Eu mesmo conheço um que era freqüentador assíduo.


Sem falar sobre as “moças” que ali estão, as quais precisam trabalhar. Muitas têm famílias e filhos e é dali que tiram o sustento. Que me perdoem os cabeças, ou o cabeça deste movimento para fechar o Brega da Cachoeira. Se a idéia partisse de uma denominação evangélica ou católica, eu até compreenderia um pouco essa intervenção, mas vinda de uma instituição programada para programar é um tanto vergonhoso e impensado.





Que diabo é isto mesmo!



Leio estarrecido os últimos acontecimentos em minha amada terra. Lamento que as coisas estejam ocorrendo da forma como estão. Criação do Primeiro Comando do Interior; caçada ao líder do grupo aterrorizador; fechamento do tradicional brega; vereador Bulau da Bahia sendo desmoralizado por velhos amigos; o prefeito sendo acusado veementemente; a Câmara Municipal e seus pares tendo suas honras manchadas sob acusação de subserviência; amigos de um passado bem próximo, tornando-se inimigos políticos; crescimento do consumo de drogas, e por aí, aí vai.


Ofensas, injurias, discriminação e muito mais coisas vergonhosas.
Pelo que leio nos blogs e sites, tem sido assim os dias em minha amada cidade, que outrora já foi pacífica e feliz, mesmo em tempos de disputas eleitorais. Perdeu-se por completo o respeito entre semelhantes. Perdeu-se o medo de se ofender alguém. Perdeu-se a consideração entre os irmãos cachoeiranos.





*Luciano Borges
borges170671@yahoo.com.br















3 comentários:

  1. Posso falar claramente que este local é uma instituição e faz parte da historia da cidade. Há vinte anos atrás quando terminava a sessão de cinema não tinha para onde ir, então qual o unico local aberto da cidade depois das 23 hrs?: O BREGA DE CACHOEIRA. Conheço juizes, advogados, grandes empresários e também grandes pessoas, que iam apenas para tomar uma cerveja super gelada e passar o tempo jogando conversa fora e nenhum desse frequetadores viraram marginais, concordo com voçê Luciano.

    Antonio Linhares
    Secréaria Municipal da Saúde
    Salvador/Bahia.

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  2. Oi,a policia não tem mais capacidade de exercer o serviço que lhe é delegado,então quer culpar as "meninas" por essa incapacidade.Acorda "poliça"!Deixa os bregas em paz!

    Abraços,Lúcia

    02/10/011

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  3. Prezado amigo Luciano,
    Concordo com vc em todos os aspetos da sua defesa em relação ao fechamento do tradicional brega da Cachoeira. Sabemos o que acontece por ali, mas já fui frequentador daquele espaço e seu da importancia que ele tem para muitas pessoas. Conte comigo nesta defesa.

    Paulo do Viradouro

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