Governador interino ameaçou renunciar ao cargo, mas decidiu continuar no comando
Gabriel Mestieri, do R7

Paulo Octávio em pronunciamento nesta quinta, quando anunciou que continuaria no governo
- Há várias possibilidades, e a gente não sabe o que vai acontecer. Os palpites dos analistas têm validade de cinco minutos.
O analista se refere aos nomes que podem assumir o governo caso Paulo Octávio renuncie nos próximos dias. Inicialmente, o cargo deveria ser do presidente da Câmara, Wilson Lima (PR), aliado de Arruda. Se Lima não se considerar apto para o cargo, o vice da Câmara, Cabo Patrício (PT), assume o governo. Mas isso também não deve acontecer e o cargo deve “sobrar” para o presidente do TJ-DF (Tribunal de Justiça do Distrito Federal), Nívio Gonçalves. Há ainda a possibilidade de intervenção federal, que é julgada pelo STF (Supremo Tribunal Federal). Ainda de acordo com Barreto, há dúvidas sobre se, caso saia da prisão, José Roberto Arruda (sem partido, ex-DEM) pode voltar ao governo.
Para outro cientista político da Unb, o professor emérito David Fleischer, o recuo de Paulo Octávio em renunciar está relacionado a uma falta de alternativas ao interino. - Paulo Octávio não encontrou condições de montar um governo, mas não quis deixar o Distrito Federal no vazio. O presidente da Câmara Legislativa [Wilson Lima, que poderia assumir] é um fantoche de Arruda. Portanto, acho que PO decidiu ficar até que o STF decida sobre a intervenção.
Os cientistas concordam, entretanto, que o DF não deve se tornar uma “terra de ninguém” com a indecisão sobre quem está no comando. Serviços básicos como condução de obras e recolhimento de lixo não devem ser prejudicados, diz Barreto.
- Os serviços básicos à população continuam funcionando, a burocracia toca, está ali para isso.
Já projetos que exigem uma condução política mais sofisticada podem ser prejudicados.
- Os preparativos para a cidade ser sede da Copa de 2014, por exemplo. Esse processo fica parado.
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