terça-feira, 5 de janeiro de 2010

SÃO PAULO/SP: CORONEL ERASMO DIAS MORRE AOS 85 ANOS VÍTIMA DE CÂNCER

Ex-secretário de Segurança ficou conhecido por liderar a invasão à PUC-SP em 1977
Do R7, con Agência Estado
O coronel reformado Erasmo Dias morreu às 19h30 desta segunda-feira (4) em São Paulo, aos 85 anos, vítima de complicações decorrentes de um câncer. Ele estava internado há dois dias no Hospital do Câncer, em São Paulo, e tinha câncer no estômago e no fígado. Ele deixa seis filhas. O corpo do coronel está sendo velado desde a madrugada desta terça (5) na Assembleia Legislativa de São Paulo, onde deve ficar até por volta das 12h. O enterro será às 14h no cemitério do Paquetá, em Santos, no litoral paulista.
O ex- vereador, ex-secretário de Segurança Pública de São Paulo e ex-deputado federal e estadual, ficou conhecido por liderar uma invasão à Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), em 1977. A invasão aconteceu no dia 22 de setembro de 1977, quando uma reunião de estudantes seria feita para refundar a UNE (União Nacional dos Estudantes). Naquela noite, a tropa de choque explodiu bombas incendiárias contra os manifestantes.
Breve história
Antônio Erasmo Dias nasceu em 2 de junho de 1924, na cidade de Paraguaçu Paulista (SP) se formou em História pela Universidade de São Paulo (USP) e como bacharel em Direito pela Universidade da Guanabara. Em 1941, entrou para a Escola Preparatória de Cadetes de Porto Alegre e se manteve nas Forças Armadas por 35 anos. 
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Erasmo Dias em frente ao Batalhão Tobias Aguiar, após autorizar a invasão da PUC. Arquivo/AE - 22/09/1977
Durante os governos do presidente Emílio Garrastazu Médici e do então governador de São Paulo, Paulo Egídio Martins, Dias assumiu a Secretaria de Segurança Pública do Estado, nomeado três vezes: de 2 de abril de 1974 até 6 de maio de 1978, de 22 de novembro de 1978 até 1 de fevereiro de 1979; e de 3 de fevereiro de 1979 até 15 de março do mesmo ano.
Acusado de arbitrário e truculento, frequentemente dizia a seus interlocutores que agia amparado no sistema legal vigente. Negou violências até o fim da vida, mesmo quando as evidências eram tantas, como na invasão da PUC. "A uma ação corresponde uma reação", justificava.
Foi  fundador da Arena, deputado federal entre os anos de 1979 e 1982 e deputado estadual, de 1986 a 1998. Nas eleições municipais de 2000, foi eleito vereador, cargo que assumiu até 2004. Abandonou a política no mesmo ano, alegando desgosto com o Legislativo

 


 

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