quarta-feira, 1 de maio de 2013

EM SALVADOR/BAHIA



Domingo tem lançamento de livros na Praça do Campo Grande
Os escritores J. J. Floquet e Varenka de Fátima autografam suas obras no espaço da UBE


Neste domingo, dia 5 de maio, a partir das 9h, serão lançados na Feira Mensal de Livros, da Fundação Pedro Calmon, na mesa da União Brasileira de Escritores-UBE/BA, os livros Presença de Santo Antônio”, de J. J. Floquet e “Varenka de Fátima”, título que leva o nome da própria autora. Além dos lançamentos, os leitores encontrarão outras opções de livros, com preços especiais, nas mesas das editoras, distribuidores, livreiros e na própria UBE/BA. A feira fica aberta ao público, no horário das 9h às 17h.
Em “Presença de Santo Antônio” (Romanegra Editora, 184 págs.), o engenheiro J. J. Floquet (Jorge José Floquet) escreve sobre o ciclo do ouro no período Brasil colônia, no século XVIII, que foi um período de grande atribulação, não só́ para aqueles envolvidos diretamente na atividade de prospecção do metal nobre, mas também para aqueles descompromissados com esse proposito, os quais também foram taxados para cobrir as remessa de ouro para a Coroa Portuguesa. 
Já Varenka de Fátima (Editora Celeiro de Escritores-Sucesso, 110 págs.) como o título sugere, trata-se de conteúdo de fragmentos importantes da trajetória da autora. Em cada fragmento recheado de fotografias e condensado de poesias, ela se derrama em múltiplas facetas da sua solitária caminhada, tanto cotidiana como a vida paralela de artista, para no imprevisto dos atalhos enfrentá-los corajosamente. 
Além dos lançamentos, na mesa da UBE, os leitores poderão encontrar livros dos escritores Valdeck Almeida de Jesus; Morgana Gazel; Carlos Souza Yeshua; Lucymar Soares; Marcelo de Oliveira Souza, José da Boa Morte, com livros e revistas do Movimento Cultural Artpoesia; Roberto Leal, com obras da Editora Òmnira, entre outros autores baianos, que também custam marcar presença na feira, para dialogar com os leitores e autografar suas obras. 
Serviço:

O que: Feira Mensal de Livros na Praça do campo Grande
Onde: Praça do Campo Grande, Centro de Salvador.
Quando: Dia 5 de maio (domingo), das 9h ás 17h.
Entrada: Gratuita
Informações: 71 3116 – 6923 / 8122-7231

Deputado acusa Rede Globo de prestar serviços à ditadura

As Organizações Globo conspiraram contra o governo de Jango e sustentaram a ditadura
As Organizações Globo conspiraram contra o governo de Jango e sustentaram a ditadura

Líder do Partido da República na Câmara, o deputado Anthony Garotinho (PR-RJ), que hoje está na frente nas intenções de voto para o governo do Estado, distante do senador Lindbergh Farias (PT-RJ) e do vice-governador Luiz Fernando Pezão, do PMDB, respondeu com um pesado discurso às críticas formuladas  na última edição da revista semanal de ultradireita Época, de propriedade da Editora Globo.
No plenário da Câmara dos Deputados, Garotinho disse que apoia a convocação dos dirigentes da emissora pela Comissão da Verdade, para explicar o apoio do grupo à ditadura militar. O parlamentar também denunciou uma suposta conta de João Roberto Marinho num paraíso fiscal e citou até o suposto envolvimento do diretor de jornalismo, Ali Kamel, no escândalo do Banestado.
Leia aqui o discurso
“Sr. Presidente, meus colegas Deputados, no final de semana, fui surpreendido por uma matéria publicada na revista Época, de propriedade das Organizações Globo, uma verdadeira salada. A matéria não dizia coisa com coisa, tentando induzir o eleitor, como se eu tivesse feito alguma coisa errada ao alugar, com a quota parlamentar, um carro aqui em Brasília, para meu uso pessoal,de uma empresa que licitamente ganhou a concorrência na Prefeitura de Campos.
“As Organizações Globo, Sr. Presidente, há muito tempo, têm essa mania de afrontar as pessoas, de mentir, de caluniar. Alguns recuam. Eu, como não devo nada à Globo e sei que aquela matéria é mentirosa, falsa e eleitoreira, quero fazer aqui um desafio aos autores da matéria e aos proprietários das Organizações Globo.
“Sr. João Alberto Marinho, Sr. José Roberto Marinho — seu irmão —, quem comprou a TV Globo de São Paulo com uma procuração falsa foi o seu pai, não foi ninguém da família Garotinho, e ninguém toma atitude contra vocês porque neste País a Justiça tem medo das Organizações Globo. O processo se arrasta há anos, trocando de juiz para juiz, de desembargador para desembargador, e ninguém dá a sentença de uma televisão comprada com uma procuração falsa, Sr. Presidente.
“Quero dizer mais: a família Garotinho, a D. Rosinha Garotinho, atacada injustamente na matéria; a minha filha, a Deputada Clarissa Garotinho; e eu fomos eleitos pelo povo. O que vocês têm vocês ganharam prestando favores à ditadura militar. Vocês ganharam canal de rádio e canal de televisão prestando serviços aos ditadores de plantão.
“Fala-se aí em convocar Fulano, Beltrano, para ir à Comissão da Verdade. Quem tem que ir à Comissão da Verdade explicar porque mentiram nas Diretas, quando tinha um comício em São Paulo e disseram que era comemoração do aniversário da cidade… O Deputado Arlindo Chinaglia sabe disso. Mentiram no Jornal Nacional.
“Eu queria ir um pouquinho mais além. O Sr. João Roberto Marinho deveria explicar porque no ano de 2006 tinha uma conta em paraíso fiscal não declarada à Receita Federal, com mais de 100 milhões de reais, e porque a Receita Federal não fez nada em 2006. Deveria explicar mais: o Sr. Ali Kamel estava na lista dos que estavam com dinheiro no escândalo do BANESTADO. O Sr. Ali Kamel é o editor do Jornal Nacional, Diretor de Jornalismo da Globo.
“Olhem o rabo de vocês. Vocês não têm autoridade moral para criticar ninguém na política deste país, muito menos alguém que foi prefeito da sua cidade duas vezes, governador de Estado, secretário de Estado três vezes, deputado estadual, deputado federal, minha esposa é prefeita pela segunda vez, minha filha é Deputada, e eu moro na mesma casa em que nasci, na Rua Saturnino Braga, 44, no Bairro da Lapa.
“Então, estou hoje aqui indignado e peço que V.Exa. e os colegas votem o projeto de direito de resposta sumário, porque se não essa gente vai continuar fazendo isso. Mentem e daqui a 5 anos, nós vamos ganhar o direito de resposta.
“Se a Globo pensa que vai fazer comigo o que ela faz com Sérgio Cabral, com Eduardo Paes e aquele bando de frouxos do PMDB do Rio de Janeiro, que não aguentam uma notinha no Jornal Nacional, que não aguentam uma notinha na Coluna do Ancelmo Gois, estão muito enganados. Pode vir quente que eu estou fervendo”.

 Fonte: Por Redação - de Brasília



Coluna de Aderbal Caetano Burgos*

Este colunista, a partir desta edição do Jornal O Guarany, contará a história da Polop, uma das mais fortes estruturas anti-golpe militar e contra a ditadura instalada no Brasil em 1964, de cuja organização foi militante.


FRAGMENTOS DE MEMÓRIA DA POLOP NA BAHIA

ORLANDO MIRANDA
Nos anos anteriores ao golpe militar de 1964, a Polop já possuía um grupo de militantes na Bahia. No congresso de fundação da Organização, em 1961, participou uma delegação baiana composta por representantes do Sul do Estado e por militantes de Salvador. Mas eu só iria tomar conhecimento das teses da Polop mais adiante.
Cheguei a Salvador no início dos anos 1960 para dar continuidade aos estudos, iniciados em Jequié, no Sudoeste baiano. Matriculei-me no primeiro ano do Científico do então famoso Colégio Central - Colégio Estadual da Bahia. Foi quando me iniciei na política estudantil. Cheguei a organizar uma chapa para a direção do Grêmio do Central, mas perdemos as eleições para outra chapa, liderada por Jaime Vieira Lima, num processo eleitoral conturbado.
Essa prática estudantil foi a descoberta da política por um jovem vindo do interior, onde a principal leitura era Seleções do Readers Digest. Mas a política descoberta era ainda rudimentar, onde Jaime Vieira Lima era apresentado como representante da "direita" para alguém que não sabia distinguir os conceitos de direita e esquerda. O passo seguinte foi tomar contato com posições nacionalistas. A defesa da Petrobras pareceu-me algo não só importante como inquestionável. Pesou nesse "salto" a leitura de um livro muito popular na época, sobre os problemas do petróleo no Brasil e a ação do imperialismo americano1. Num passe de mágica, os meus heróis, como pintado pela Seleções, desnudaram-se em vilões.


A Universidade antes do golpe
Ao entrar na Escola Politécnica da UFBA, em 1963, tomei conhecimento de um mundo novo, onde o debate das idéias e a prática política eram efervescentes.
A vitalidade do movimento estudantil a todos envolvia. A minha turma logo se dividiu em dois grupos opostos, acompanhando o que ocorria no conjunto do movimento: a "esquerda" e a "reação". Na Escola de Engenharia, a esquerda naquele ano era liderada, entre outros, por Haroldo Lima, Paulo Mendes e Sérgio Gaudenzi, todos da AP (Ação Popular). José Milton Ferreira (o "Gordo"), também da AP, era calouro como eu, mas logo passou à linha de frente. O PCB (Partido Comunista Brasileiro), conhecido como "Partidão", era forte, porém sem nomes muito expressivos. Valdir Regis, com pouco tempo de PCB, acabara de ser eleito presidente do Diretório Acadêmico. Fernando Alcoforado, recém-ingresso no Partido, atuava nos bastidores. A liderança maior era mesmo Haroldo Lima, que a todos empolgava nas assembléias e que, de certa forma, teve influência nos rumos da minha ação política. No plano das lutas políticas, a UNE (União Nacional dos Estudantes) se destacava, fazendo do movimento estudantil uma das forças mais atuantes da sociedade. A UNE levantava a bandeira da reforma universitária, propondo o fim da cátedra vitalícia, expressão maior do caráter arcaico e elitista da Universidade.
Para mim, foi a época da descoberta do marxismo e da literatura revolucionária. Na Universidade era intensa a circulação de literatura de esquerda, embora mais concentrada nas publicações ligadas ao campo ideológico do reformismo. Prevaleciam as publicações da Editora Fulgor, em geral traduções de obras de origem soviética. Divulgava-se Marx, mas quase nada de Lênin, Gramsci ou Trotski. Era chique andar com um livro da moda debaixo do braço, com a capa à vista. Gozava-se: Aquele ali tem o sovaco mais culto do pedaço! Era também a curtição do cinema de arte, sendo obrigatório assistir aqueles filmes herméticos e, nas rodas de bate-papo, interpretar as inimagináveis mensagens neles transmitidas.
Uma das minhas primeiras leituras foi Os princípios fundamentais da Filosofia, de Politzer. Longe estava de perceber que o materialismo ali transmitido era "mecanicista", não dialético, como fui entender depois. Mas o gosto pela leitura se estabeleceu, levando-me a adquirir livros e mais livros, em comprometimento do parco orçamento.
Foi então que passei a tomar conhecimento das teses da Polop, nas rodas de discussões no restaurante Universitário, onde o papo político era livre e aberto. Dois quadros representavam a Polop nesses embates, criticando a política reformista do PCB: José Luiz Pamponet e Almicar Baiardi. O primeiro era estudante de sociologia e, desde aquela época, dirigente nacional da Organização. Baiardi era estudante de agronomia.
Com o golpe, Pamponet entrou na clandestinidade, transferindo-se para o Rio de Janeiro onde foi esfaqueado num assalto em Copacabana. Passou um longo período em recuperação, retornando a Bahia, já desligado da Organização. Dedicou-se à carreira universitária e faleceu de Aids em agosto de 1998. Baiardi, após o golpe, foi fazer pós-graduação em algum país da América Latina, retornando por volta de 1967. Militou no MR-8 em São Paulo e, com a redemocratização, ligou-se ao PCB.
Das lutas desse período que antecedeu ao golpe militar, recordo-me da longa greve nacional dos estudantes, reivindicando um terço de participação nos Conselhos Universitários. Os grandes comícios pelas reformas de base de Jango. As manifestações dos petroleiros pela encampação da Refinaria de Capuava. A invasão da Reitoria da UFBA, no início de 1964. Participei desses eventos como ativista de base, mantendo uma aproximação maior com a AP, devido às amizades com colegas da Escola. Vale recordar alguns detalhes do episódio de invasão da Reitoria, face à inexistência de maiores registros escritos.
Carlos Lacerda, governador do então Estado da Guanabara, comandava as ações da direita, preparando a sua candidatura à presidência da República. O reitor da UFBA, Edgar Santos, convidou-o para proferir a aula inaugural do ano letivo de 1964, ocasionando grande indignação nos meios acadêmicos. No dia da aula, a UEB (União dos Estudantes da Bahia), convocou um comício de protesto na Praça da Sé. Na véspera já tínhamos pichado toda a Avenida Sete com o slogan "FORA CORVO!" (Corvo era o apelido de Lacerda). Durante o comício, que ocorria simultaneamente com o ato na Reitoria, surgiu a proposta de se ocupar os ônibus e obrigar os motoristas a dirigirem até a Reitoria. A proposta foi imediatamente assumida e, lá chegando, os manifestantes invadiram o recinto gritando palavras de ordem. As autoridades que ocupavam a mesa, à frente Lacerda e o então governador da Bahia, Lomanto Júnior, foram obrigadas a se retirar sob vaias. A aula inaugural foi transformada em ato político, mas em sentido contrário ao que pretendia o reitor.


*Aderbal Caetano Burgos, cachoeirano, viveu 25 anos na clandestinidade, liderando um dos mais fortes segmentos contra a ditadura militar instalada no Brasil, em 1964, hoje anistiado.




Coluna de Heraldo Cachoeira*


SAUDOSO MESTRE
                                                     
Eu ainda morava no Rio de Janeiro, lá pelos idos de 1993, quando me veio a curiosidade e por que não dizer, o desejo, de rabiscar alguma coisa, sobre a imprensa cachoeirana. Foi quando tive a sorte, de mais uma vez, de receber, um exemplar do conceituado Jornal, “O GUARANY” enviado pelo inteligente amigo, Professor Raimundo Cerqueira. 
Nele estava inserido um belo texto do saudoso escritor e jornalista  Francisco Melo, intitulado “A IMPRENSA DA CACHOEIRA”. Aproveitando a sapiência do Mestre Chico, pude enfim realizar o meu acalentado sonho! Segundo Melo, foi no início do século XIX, lá pelos idos de 1817, que circulou na vila da Cachoeira o seu primeiro jornal, com o horrível nome de “DAGUERRATIPO.” Foi em 1823 que chegava à Vila de Nossa Senhora do Rosário do Porto da Cachoeira, a primeira TIPOGRAFIA, para impressão de jornal. Foi logo batizado pelo povo de “IMPRENSA NACIONAL“,  e  foi dessa tipografia que, em 1825, saiu o primeiro jornal, já com o nome de “INDEPENDENTE CONSTITUCIONAL”. A mencionada tipografia, fora enviada do Rio de Janeiro, como presente de D. Pedro I, a qual foi logo instalada onde hoje se localiza o Fórum Teixeira de Freitas.
Faz-se necessário lembrar, que da primeira edição do jornal, fora enviado alguns exemplares para o Ministro José Bonifácio de Andrade e Silva, já que fora ele, o responsável da vida da mencionada tipografia. Como sabemos, em Cachoeira, a partir da Vila, já circulou mais de 150 jornais. Talvez a Cachoeira, seja a única cidade brasileira a circular tantos jornais.
Um fato importante e que marcou muito a imprensa cachoeirana, foi o surgimento do jornal “O Guarany” em 1876, porque foi o primeiro jornal diário a circular na região. Seu redator foi o combativo jornalista Augusto Ferreira Mota, muito bem lembrado pelo inteligente jornalista Luciano Borges dos Anjos, com um belo artigo na edição de  março de 2013 do atual Jornal “O Guarany”.
O fato é que o jornalista Mota, entusiasmado com o sucesso do Jornal “O Guarany”, lançou outro jornal com o nome de “O Progresso”,  e também quatro revistas. A favor da verdade incontestável, os jornais que mais se destacaram na trajetória jornalística da Cachoeira, foram os jornais “A Ordem” - que nos últimos anos, teve a orientação do inteligente jornalista e escritor, hoje advogado Dr. Erivaldo Brito, o Jornal “O Guarany”, que há muitos anos, leva a orientação do jornalista e professor Pedro Borges, como seu editor-chefe.
O conceituado e combativo jornal “A Cachoeira”, segundo o seu diretor, o jornalista e advogado Dr. Romário Costa Gomes “brotou” no dia 24 de setembro de 1896.  Teve suas atividades encerradas em 1916, com retomadas passageiras, glorificando sempre, as lutas do bravo POVO CACHOEIRANO.

A MENTIRA
Eu sempre me considerei um “dublê” de historiador, e não o próprio. Na realidade, eu sou mesmo um modesto pesquisador de nossa rica e gloriosa história!
 
Durante os meus 50 anos de Rio de Janeiro, sempre que podia, ia ao Arquivo Público Nacional, pesquisar a história da Bahia, notadamente a de Cachoeira. Quando morei em Portugal, pesquisei a nossa história nos museus do Tombo e do Gerônimo, em Lisboa. No Vaticano, pesquisei sobre a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte, a única irmandade da América do Sul a constar nos Arquivos Históricos do Vaticano.

 O nosso hino (que tem semelhança em harmonia e letra com o hino nacional da França, à Marselhesa, hino da liberdade),  pesquisei no Museu dos Hinos, na Avenida Ópera em Paris. Recentemente,  encontrei farto material da história da Bahia, notadamente de Cachoeira, na Holanda, na cidade de Amsterdam, onde morei dois anos e pouco.

Diante dos fatos ditos, não por vaidade, mas por respeito a nossa história, recomendo principalmente aos “forasteiros de plantão”, que pesquisem antes, para não dizer besteira! Pois, embora tenha tido uma “vida” efêmera à primeira, a Casa da Moeda do Brasil não foi instalada na Rua da Matriz, número 25, como dito pelos engravatados que não pesquisaram e disseram na reinauguração do imóvel citado.

Chega de mentiras!
Na verdade, a Casa da Moeda foi crida pela Portaria do sete de setembro de 1822, com o nome de Casa da Moeda da Vila da Cachoeira. Depois de muito pesquisada a Rua da Matriz, 25, foi escolhida então, uma dependência do Convento do Carmo, onde foram realizadas obras de adaptação, de grande porte, para que finalmente fosse possível entrar em atividade a Casa da Moeda.

Os oficiais (técnicos), que foram convidados para trabalhar no projeto, vieram de várias regiões distintas, para Cachoeira.

Teve a obra o início de seus trabalhos, às três horas da tarde do dia 7 de junho de 1823, na presença do Conselho da própria Casa da Moeda, quando fora “cunhada” a primeira moeda, com o valor de oitenta reais, escrita em algarismos romanos (LXXX).

A Casa da Moeda encerrou suas atividades no dia 2 de julho de 1823, com a retirada de todo o seu material, que foi enviado para Salvador! 


*Heraldo Cachoeira é advogado e oficial reformado da Marinha do Brasil.

EM CACHOEIRA/BAHIA

Sagrado e profano é tema da nova exposição da Fundação Hansen Bahia

O Museu/Galeria Hansen Bahia inaugurará dia 8 de maio, às 18h, sua nova exposição: Hansen Bahia: mais-que-sagrado, mais-que-profano. A curadoria é do professor, Antonio Carlos Portela da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB). A exposição tem a curadoria educativa, resultado do trabalho desenvolvido no projeto de pesquisa com os alunos Eliane Araújo dos Santos, Jamile Menezes Pereira, Juliane Silva, Kelvin Marinho de Jesus, Rubens Ramos Ferreira, Tatiele de Souza Silva e Menderson Bulcão.
O tema é um recorte das obras da “Via Crusis” de Hansen Bahia. São seis séries em gravura e uma em pintura, cada uma delas contendo catorze estações que compõem o caminho percorrido por Jesus desde o julgamento até o calvário. Segundo Portella, trata-se de uma abordagem filosófica sobre as relações do sagrado e do profano no processo criativo do artista. Mas o que entra em voga é o elo construído (ou em constante construção) entre o sagrado e o profano. Chamado de entremeio seria, antes de tudo, considerado um intervalo entre as duas coisas vistas como opostas. 
Entrada franca. Rua 13 de maio, nº 13 - Centro. Cachoeira-BA.

 
Jaqueline Suzarte - ASCOM FHB
(75) 3425-1453
hansenbahia@uol.com.br
 
 

Vídeo – “Sou a favor do Marco Feliciano. Sei que estou errado”, diz homossexual em entrevista à cantora Vanilda Bordieri. Assista

Vídeo – “Sou a favor do Marco Feliciano. Sei que estou errado”, diz homossexual em entrevista à cantora Vanilda Bordieri. Assista

A polêmica levantada a partir das declarações polêmicas do pastor Marco Feliciano (PSC-SP) trouxeram o tema homossexualidade e a visão do cristianismo sobre a questão para uma discussão mais detalhada dentro das igrejas e na sociedade.
A cantora pentecostal Vanilda Bordieri tem um programa na web e tratou sobre a questão da homofobia com um convidado homossexual.
Segundo Bordieri, sua intenção era mostrar que existem homossexuais que não enxergam a postura das igrejas evangélicas como homófobas.
O convidado pela cantora, Robson Coragem, afirmou ser filho de pais cristãos e nascido no meio evangélico, mas que desde a infância carregava “trejeitos”. Questionado se é a favor do pastor Marco Feliciano, respondeu afirmativamente: “Sou a favor. Acho que ele está certo, porque eu sou a favor da Bíblia. O que eu estou fazendo é errado”, disse.
Sobre a questão do casamento gay, Coragem afirmou que “acha que [os homossexuais] até podem ir morar junto, mas não estar se expondo”.
Coragem disse ainda que quando se lembra dos ensinamentos aprendidos na infância, fica “muito confuso”, pois a homossexualidade é uma coisa com a qual ele afirmou lutar “diariamente”.
“Sofro, choro no meu quarto, trancado. É uma coisa que eu sempre falo para os meus amigos íntimos: eu não queria ser [gay]. O que eu passo, eu não desejo pra ninguém”, afirmou Robson Coragem à cantora Vanilda Bordieri.
Vanilda questionou se Coragem teria medo do arrebatamento, e o rapaz respondeu prontamente: “Tenho. Eu sei que se Jesus voltar hoje, eu vou ficar”, disse, antes de complementar dizendo que a forma que a igreja tem para ajudá-lo é com “oração, amor, carinho, pois a maioria dos gays não tem isso”.
Confira a íntegra da entrevista concedida por Robson Coragem à cantora Vanilda Bordieri:


Por Tiago Chagas, para o Gospel+