sexta-feira, 22 de junho de 2012

CACHOEIRA/BA

INSEGURANÇA NA CIDADE

Muitos têm sido os relatos de insegurança em Cachoeira. Sobre este aspecto, eu já conversei com meia dúzia de autoridades no assunto e todos foram unânimes em afirmar que a implantação de uma guarda municipal devidamente estruturada em sintonia com os comandos da policia militar e civil seria uma alternativa eficaz. Outra alternativa, e que poderia coibir e muito as ações de meliantes e, conseqüentemente, prevenir, é a instalação de câmaras em pontos estratégicos da cidade. Porém enquanto medidas como essas não são adotas, nem analisadas pelo prefeito e pelos vereadores, então que o governador Jacques Wagner determine de imediato o aumento do efetivo tanto na policia militar quanto na civil, e os contemple com condições dignas de trabalho a fim de tranqüilizar e promover melhor a segurança da comunidade.
Senhores políticos da minha terra, enquanto discutem eleições 2012, os moradores sofrem angustiados com a falta de segurança. Providencia já!
Sugiro ao ilustre orador do 25 de Junho, Dr. José Luiz da Anunciação Bernardo, que não esqueça de inserir em seu discurso, assunto de tão grande importância, e que sem dúvida o governador precisa ouvir na presença dos cachoeiranos.

Luciano Borges dos Anjos
PSC – Partido Social Cristão
Borges170671@yahoo.com.br
Líder autointitulado “Jesus Cristo Homem” inicia contagem regressiva para “transformação que o tornará imortal”

O líder da seita Crescendo em Graça, José Luiz de Jesus Miranda, autointitulado “Jesus Cristo Homem” anunciou no site de sua denominação que daqui a dez dias ocorrerá uma “transformação” em seu corpo, transformando-o em imortal.
O anúncio, de acordo com informações do The Christian Post, apresenta uma contagem regressiva para a transformação: “Hoje, Deus mesmo, o único e grande Deus, o que conhece o porvir desde o princípio, Jesus Cristo Homem, anuncia que estamos em contagem regressiva para que o evento de transformação ocorra”.Um dos bispos da denominação, que está presente em dez países, incluindo o Brasil e os Estados Unidos, afirmou que “o corpo de José Luis de Jesus, que é um ser humano como você e eu, será transformado e sua carne será imortal. Ele vai ser viver para sempre. E isso vai acontecer com ele e também com todos os seus seguidores. Todos os que não creem nisso serão destruídos”. A afirmação do bispo canadense Alex Poessy dá o contexto do “fim do mundo” anunciado pelo líder da denominação. Segundo a seita, apenas os seguidores de “Jesus Cristo Homem” sobreviverão, e terão um governo que tornará o mundo em um lugar “sem maldade, sem hipocrisia, sem engano, sem pobreza, sem enfermidade”.


Gospel + / Portal Padom











quarta-feira, 20 de junho de 2012

ESTÁ ACONTECENDO NA CIDADE DA CACHOEIRA/BAHIA

VIVA SÃO JOAO!

No tempo da escravidão, a festa de São João marcava o fim da safra de cana nos engenhos do Recôncavo. Depois de mais de nove meses de trabalho intenso, mulheres e homens escravizados dos engenhos suspendiam as atividades para festejar o santo. Por isso mesmo que São João Batista era um dos santos mais populares da região. Naquele dia festivo e alegre, a tradição de dar e receber “seu São João” reforçava laços de vizinhança, afetividade e companheirismo entre a gente que vivia no campo. Era uma festa rural que terminou alcançando a cidade com o brilho da fogueira, do forró, dos fogos de artifício e dos licores.
Viva São João! é o título da exposição que inaugura o Núcleo de Memória e Documentação (NUDOC/UFRB) como espaço de divulgação e dialogo com tradições e invenções locais. Criado para abrigar documentos escritos e memórias das comunidades do Recôncavo, o NUDOC também foi projetado para realizar eventos que coloquem em destaque saberes e talentos regionais. E nada mais oportuno para a inauguração desse novo espaço cultural do que esta exposição que reúne artistas do quilate de Pirulito, Gildemar Sena, Márcia Schlapp e Jomar Lima.
Trata-se de artistas com formação e influências diversas, que experimentam maneiras diferentes de expressar ideias e sentimentos. Mas a intenção é mesmo esta, a de perfilar e fazer dialogar a diversidade tal qual a variedade de cores e movimentos das bandeirolas que enfeitam os arraiais das festas juninas. Nessa exposição que reúne pintura, fotografia e gravura, o brilho e a luz dos festejos juninos ganham relevo. E para o novo espaço cultural que se inaugura não haveria melhor São João do que este.


Prfo. Dr.Walter Fraga
Historiador – Coordenador NUDOC








terça-feira, 19 de junho de 2012

EDITORIAL: O PERFIL IDEAL DE UMA CAMPANHA POLÍTICA CIVILIZADA

O candidato deve se apresentar ao público fundamentado num protocolo de intenções com que possa influenciar na vontade do eleitor, no seu raciocínio crítico.

Fazer opção entre dois planos ou duas propostas, no expediente político, deverá ser uma tarefa da razão. A emoção, com seus excessos, jamais deveria nortear ou determinar a inclinação do eleitor.

O eleitor deve escutar a colocação das questões importantes e fazer a sua opção de acordo com as luzes de sua própria inteligência. A decisão que vier a tomar poderá deixar marcas favoráveis ou funestas que muito influenciarão na vida das pessoas, das instituições e da comunidade.

Para que se possa sustentar a convicção de que seremos amanhã mais do que somos hoje e mais do fomos ontem, haveremos de contemplar as nossas decisões com a honradez do nosso caráter e com absoluta certeza de que somos capazes de construir o progresso e promover o bem-estar da coletividade, em proporções amplas, livres dos limites das consciências ordinárias dos impostores.

A campanha política deve se constituir numa das experiências mais agradáveis e úteis de nossa vida. Quaisquer que sejam as convicções políticas dos candidatos, sejam suas propostas, o seu caráter, sua formação, a expressão maior para servir de parâmetro à escolha do eleitor.

Deve haver um esforço para que a campanha seja uma atividade em que a inteligência possa ter o seu império inconcusso, a isenção o seu domínio legítimo, a elegância moral o campo vasto dos gestos bem medidos. A campanha deve se constituir num expediente onde os julgamentos dos concorrentes fecundem a amizade, nunca a desafeição, onde a divergência aproxime, jamais separe.

Editorial do Jornal O Guarany, em sua versão impressa, edição No. 03, de Novembro de 1990, imaginado pelo Prof. Pedro Borges, há 21 anos, cujos valores permanecem os mesmos para os dias de hoje, pois, passado, presente e porvir, tudo é atualidade, na expressão deste raciocínio.

ESTÁ ACONTECENDO NA CIDADE DE SÃO PAULO/SP

Erundina desiste de ser vice de Haddad, diz presidente do PSB


O presidente do diretório paulista do PSB, vereador Eliseu Gabriel, disse ter sido informado nesta terça-feira pelo comando do partido que a deputado Luiza Erundina (PSB-SP) desistiu de ocupar a vice da chapa de Fernando Haddad (PT) à Prefeitura de São Paulo. A informação é da ‘Folha.com’."Não temos plano B", disse Gabriel à reportagem. A deputada reuniu-se hoje com a cúpula de seu partido, em Brasília, para definir sua situação na aliança com o PT. Erundina é vice da chapa encabeçada pelo ex-ministro da Educação, mas declarou que poderia desistir da candidatura depois de o PT anunciar aliança com o PP, cujo presidente é o ex-prefeito e deputado federal Paulo Maluf.


(Foto: Adriana Spaca/Brazil Photo Press/AE)



segunda-feira, 18 de junho de 2012

ACONTECEU NA CIDADE DA CACHOEIRA/BAHIA

MEMÓRIA
MEU COMPADRE, ASTÉRIO
Por Erivaldo Brito


Foi com o mais profundo dos pesares que eu li em o blog do jornal O Guarany, sobre a morte de Astério de Araújo Góes. De pronto pensei em fazer uma pequena crônica, mesmo cônscio de que o meu armazenamento cerebral de adjetivos seria insuficiente para escrever o panegírico a fim de homenageá-lo, embora palidamente, por certo. Ele foi meu compadre e colega do Banco da Bahia. Aliás, não apenas colega, que é uma situação transitória e que independe, por vezes, da nossa vontade; era meu amigo fraterno.
Conheci Astério como Office Boy do Banco de Administração que funcionava na Rua Ruy Barbosa, a Rua das Lojas dos áureos tempos do vibrante comercio de tecidos da Cachoeira. Trabalhavam no referido estabelecimento creditício; Augusto Régis (fundador da “Pharmacia Régis”), Laudílio Melo, Godinho, Carlos Sales, Osmundo Araujo, Zeca Santana e dona Amália, irmã de Benedito Luz.
Tempos depois, o Banco de Administração foi encampado pelo Banco da Bahia e Astério foi promovido às funções de Caixa.
Quando da minha transferência da Agência Candeias para São Félix e depois Cachoeira, tornamo-nos amigos a ponto de quando eu postulei uma vaga para o Legislativo, apareceu voluntariamente como meu cabo eleitoral. Devo, portanto a ele, meus irmãos, familiares e Lourival Melo, (outro amigo que também já está na Glória), ter sido eleito sem distribuir “santinhos”, colocar faixas ou qualquer outro meio de propaganda.
Jamais o vi envolvido em acusações, insultos ou xingamentos mesmo quando o seu Botafogo não ia bem no campeonato Carioca.
Certa manhã, ao chegarmos para o expediente, sentado no jardim bem em frente à agência estava o Inspetor do Banco, o temido Pinheirão. Astério falou baixinho: “Ainda bem que o meu caixa está batendo”. O caixa é exatamente a primeiro a ser inspecionado. O Inspetor, de posse do Balancete, contou todas as cédulas, as moedas, o dinheiro fora de circulação por estarem estragados e para serem levados para trocar no Banco do Brasil (não existia Banco Central), os cheques de outras agências para serem compensados e, por fim, os cheques da própria agência.
De repente Pinheirão chamou o Correntista e o inquiriu:
- Senhor Martfeld, o senhor tem costume de passar cheques pré-datados?
A resposta veio imediata:
- Não, senhor!
E o inspetor Pinheirão voltou à carga:
- O senhor não passa cheque sem a devida provisão de fundos?
E o Correntista respondeu com firmeza:
- Não, não senhor!
E o tal do Inspetor durão, com um sorriso maldoso nos lábios, exibindo um cheque:
- Então, o senhor pode me dizer quem emitiu este ”borrachudo”?
O funcionário gelou, mas, não escondeu a verdade:
- Ontem, quando do fechamento do expediente, o colega Astério necessitou de dinheiro emprestado para fazer a composição do caixa e ninguém tinha. Ele pediu um cheque, mas, eu havia dito que não tinha certeza se havia saldo na conta, ficando de sanar o problema hoje.
A providência imediata do inspetor foi retirar Astério de suas funções, já com o expediente iniciado. Foi então que escutamos todos o barulho do motor do “Vemaguete” do gerente da agência, Hermes Simões. Logo ao chegar seu Hermes foi logo dizendo em tom de pilheria:
- Que desgraça! Esse pessoal da inspetoria quando aparece é só pra atrapalhar...
E o inspetor dirigindo-se a ele:
- Olha seu Hermes, está existindo algo de estranho, um entrosamento perigoso entre o Caixa e o Correntista e eu resolvi suspender o seu Astério...
Seu Hermes nem o deixou terminar a frase e ordenou:
- Astério, volte para o caixa, imediatamente.
E voltando-se para o Inspetor:
- Meu caro, esta agência tem um gerente que sou eu. Astério tem a minha absoluta confiança e, enquanto eu for o gerente, ele vai permanecer como caixa.
O Inspetor arrumou os papéis e foi-se embora. Todo mundo pensou: “Ih, vai dar merda!”.
Seu Hermes então se dirigiu aos funcionários envolvidos:
- Agora vocês me contem o que foi que houve, por favor.
Sentou-se na velha máquina de escrever Remington e relatou os fatos para a Diretoria do Banco, dando ênfase ao coleguismo, mas, reconhecendo que o seu funcionário Astério “havia errado por excesso de zelo, porque simplesmente poderia cobrir a diferença 24h depois!”.
Astério era um homem simples, honesto, porém, poderia ter a sua ficha funcional manchada, não fora aquela atitude arrojada de um gerente que sabia das suas atribuições.
Sem grande ambições pessoais, embora houvesse sido eleito Vereador, não obstante haver sido promovido após o incidente que narramos acima, Astério aceitou um emprego humilde na Prefeitura a fim de complementar a sua aposentadoria.
Astério de Araújo Góes, meu compadre, foi um cachoeirano de subido mérito aliado a um caráter puro e apreciáveis dotes de espírito.



*Erivaldo Brito, cachoeirano, advogado, radicado na cidade do Rio de Janeiro/RJ

LEIA O QUE REVELA A PRESIDENTA DO BRASIL

"As marcas da tortura sou eu", revela Dilma Rousseff

"Me deram um soco e o dente se deslocou"

A presidenta Dilma Rousseff sofreu uma série de torturas quando esteve presa em Minas Gerais que a fez encarar "a morte e a solidão" e marcou a então militante do Comando de Libertação Nacional (Colina) "pelo resto da vida". É o que narra a própria presidenta, em depoimento prestado em 2001 ao Conselho dos Direitos Humanos de Minas Gerais (Conedh-MG) que estava guardado entre milhares de outros documentos em uma sala comercial no centro de Belo Horizonte. No depoimento, divulgado ontem pelo jornal Estado de Minas, Dilma narra uma série de torturas que sofreu quando esteve encarcerada em Juiz de Fora, em 1972. No relato, ela não soube precisar em qual unidade esteve presa no município da Zona da Mata mineira, sede da 4.ª Companhia da Polícia do Exército (PE).





O município que faz divisa com o Rio é o mesmo onde esteve preso o hoje ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior), amigo de Dilma desde a época em que militavam no movimento estudantil.


Dilma confirmou ter passado por sessões no pau de arara, além de ter recebido choques e outras agressões que causaram até deformação. “Minha arcada girou para o lado, me causando problemas até hoje, problemas no osso do suporte do dente. Me deram um soco e o dente se deslocou e apodreceu”, contou Dilma ao pesquisador Robson Sávio, em 2001, quando era secretária de Minas e Energia do Rio Grande do Sul. “Só mais tarde, quando voltei para São Paulo, o Albernaz (capitão Alberto Albernaz, do DOI-Codi de São Paulo) completou o serviço com um soco, arrancando o dente”, relatou. Segundo o Estado de Minas, Dilma teria corrigido o problema ortodôntico antes de se candidatar à Presidência, em 2010.


“As marcas da tortura sou eu. Fazem parte de mim”, disse. “O estresse é feroz, inimaginável. Descobri, pela primeira vez, que estava sozinha. Encarei a morte e a solidão. Lembro-me do medo quando minha pele tremeu. Tem um lado que marca a gente pelo resto da vida”, declarou.O depoimento fez parte de processo indenizatório para militantes mineiros aberto por Itamar Franco, enquanto governador de Minas. Apesar de não precisar de testemunho algum para receber a indenização, porque já existiam provas da torutura, Dilma achou importante registrar os fatos para a história. No ano seguinte, a presidenta recebeu R$ 30 mil.


Bilhetes
Dilma já havia contado detalhes de torturas sofridas quando era detenta da ditadura militar em carceragens do Rio de Janeiro e São Paulo. Mas ainda não havia revelado os suplícios vividos nas celas de Minas, onde nasceu e atuou durante boa parte de sua militância contra o regime militar, com uma série de pseudônimos.


Foi sob um deles, Stela, que Dilma tentou trocar com outros presos bilhetes com o esboço do mapa da ex-Colônia Magalhães Pinto, feito a mão, onde estava preso o companheiro Ângelo Pezzuti, também do Colina. Os bilhetes levaram os agentes da ditadura a pensar que ela estava envolvida em planos de fuga, o que rendeu mais sessões de tortura à então estudante de 22 anos.


“Fui interrogada dentro da Operação Bandeirantes (Oban, em São Paulo) por policiais mineiros sobre processo na auditoria de Juiz de Fora e estavam muito interessados em saber meus contatos com Ângelo Pezzuti, que, segundo eles, já preso, mantinha comigo um conjunto de contatos para que eu viabilizasse sua fuga. Eu não tinha a menor ideia do que se tratava, pois tinha saído de BH no início de 69 e isso era no início de 70. Desconhecia as tentativas de fuga de Pezzuti, mas eles supuseram que se tratava de uma mentira. Talvez uma das coisas mais difíceis de você ser no interrogatório é inocente. Você não sabe nem do que se trata”, contou.


Reação
O advogado Márcio Santiago, representante da seção mineira da Ordem dos Advogados do Brasil no Conedh, disse que deve sugerir o encaminhamento da documentação à Comissão da Verdade, formada para apurar os fatos relativos à atuação de agentes do governo e de grupos contrários à ditadura durante o regime de exceção. “Mas esse encaminhamento depende também de negociação entre o governo do Estado e a comissão.” As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.