sexta-feira, 27 de abril de 2012

ESTÁ ACONTECENDO NA BAHIA

Professores da rede estadual de ensino decidiram manter a greve da categoria, após reunião realizada na manhã desta sexta-feira (27), na Assembleia Legislativa, no Centro Administrativo da Bahia (CAB). Após a assembleia, os docentes saíram em passeata pelas ruas do CAB para um enterro simbólico da educação no estado. “Estamos aqui carregando uma cruz para cada deputado que votou a favor do projeto de reajuste para fazer um enterro do projeto da educação na Bahia”, contou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB), Rui Oliveira, que está acampado nas dependências da AL-BA com outras dezenas de professores desde o último dia 19. A categoria, que reivindica aumento linear de 22,22%, ficou descontente com a aprovação do Projeto de Lei 19.778/2012, que reajusta as remunerações da carreira do magistério público estadual do ensino fundamental e médio. Após as últimas declarações do secretário de Educação do Estado, Osvaldo Barreto, que assegurou que “o canal de diálogo nunca foi fechado”, o comando de greve solicitará uma audiência com o governador Jaques Wagner. “Vamos protocalar em pedido de audiência com o governador, já que o governo fica dizendo que o diálogo está aberto, mas não fala nada, não nos procura”, reclamou o presidente da APLB. Enquanto o impasse não é resolvido, estudantes da rede estadual continuam sem aulas e os professores permanecem acampados na AL-BA.

Fonte: Bahia Notícias.Foto: Maurício Naiberg.

Fotos: Agência Senado

Um projeto de lei do falecido senador Antonio Carlos Magalhães (do extinto PFL-BA) pode ser desenterrado dos arquivos do Congresso Nacional pelos membros da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que apura a relação do bicheiro Carlinhos Cachoeira com políticos e empresas que atuam no setor público. O PL 283/2003 foi apresentado em 16 de julho de 2003 com o objetivo de alterar o Decreto-Lei nº 3689, de 3 de outubro de 1941, “para determinar que os acusados de envolvimento no crime organizado e no tráfico de entorpecentes sejam representados pela Defensoria Pública”. O Bahia Notícias pesquisou que, durante a tramitação, em 19 de outubro de 2005, a matéria chegou a ser aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e, com o fim do prazo regimental para interposição de recursos, foi encaminhada à Câmara Federal. Lá, em 26 de junho de 2007, época em que ACM Neto (DEM) já atuava como deputado, foi rejeitada e arquivada três dias depois, menos de um mês antes da morte de Antonio Carlos, ocorrida em 20 de julho daquele ano. Coincidentemente, o relator escolhido para defender a proposta foi o senador Demóstenes Torres (sem partido-GO), então correligionário do baiano, hoje acusado de integrar uma rede criminosa liderada por Cachoeira. O líder do PT no Senado, o baiano Walter Pinheiro – um dos principais articuladores da CPMI –, não sabia da existência do projeto, mas, informado pelo BN, considerou a hipótese de tentar resgatá-lo. “É uma coisa boa mesmo, pois impede que o dinheiro ganho em operações ilícitas seja usado na defesa. Vou sugerir aos membros da comissão para incluir a pauta na ordem do dia como resultado dos trabalhos”, avisou o petista, ao prometer ainda “desarquivar projetos dessa natureza e sugerir outros de cunho semelhante”. Se a proposta de ACM fosse aprovada e sancionada naquela ocasião, Cachoeira não poderia ter como seu advogado o ex-ministro da Justiça de parte do governo Lula, Márcio Thomaz Bastos, considerado o criminalista mais caro do país. Especula-se que o mandachuva do jogo ilegal desembolsou cerca de R$ 15 milhões para contratá-lo.


Fonte: Bahia Notícias

quinta-feira, 26 de abril de 2012

EM SALVADOR/BAHIA: ANÁLISE DO DISCURSO

Membros do Etnomídia têm aula sobre Análise do Discurso

Atividade está sendo realizada em parceria com o Nead, da Ucsal

Uma parceria firmada entre o Grupo de Pesquisa em Mídia e Etnicidades (Etnomídia) da Universidade Federal da Bahia (Ufba) e o Núcleo de Estudos da Análise do Discurso (Nead) da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) promove, nesta sexta-feira (27/04), a partir das 15h, uma nova edição do minicurso “Análise do Discurso: como ler e compreender”, ministrado pela professora Maria Amélia Gaiarsa. O curso, que a princípio seria oferecido apenas aos membros do Etnomídia, será aberto a interessados, e acontecerá no Espaço Cultural da Ucsal, no Campus da Federação.

O objetivo da aula, segundo a professora, é prover os alunos de instrumentais que os capacitem a lançar um olhar mais amplo sobre os textos. “O nome do curso já diz. A proposta desta teoria é exatamente uma nova forma de leitura. Uma nova forma de compreender os sentidos do texto. É uma teoria, criada pelo francês Michel Pêcheux, que leva em consideração no ato da leitura, não apenas aquilo que está explícito nos textos. Daí a sua contribuição para as mais diversas áreas”, explica Maria Amélia.

Os membros do Etnomídia estão trabalhando atualmente na realização de três pesquisas. Sendo uma delas sobre a representação dos grupos sociais historicamente discriminados (negros, índios e ciganos) nos principais veículos impressos do país. Os bolsistas acompanham, por meio de seleção e análise de notícias, como os temas relacionados a estes grupos são abordados pela mídia. Uma das responsáveis por este trabalho, a bolsista Ana Paula Costa, avalia como de grande importância a participação no curso. “Tenho certeza que as ferramentas que nos serão apresentadas, contribuirão muito com o nosso trabalho”, ressalta.

O Nead foi criado no ano de 1999, no Instituto de Letras da Ucsal, com o objetivo principal de estudar as teorias do discurso e aplicá-las na análise de textos diversos. O grupo é coordenado atualmente pelos professores João Antonio Neto e Maria Amélia Gaiarsa. Além das pesquisas, realiza cursos e seminários sobre Análise do Discurso.

Serviço

O quê: Curso “Análise do Discurso: como ler e compreender”, ministrado pela professora Maria Amélia Gaiarsa;

Quando: sexta-feira (27/04), às 15h;

Onde: Espaço Cultural da Ucsal – Campus Federação, Avenida Cardeal da Silva, 205, Federação;

Realização: Núcleo de Estudos da Análise do Discurso (Nead) da Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e Grupo de Pesquisa em Mídia e Etnicidades (Etnomídia) da Universidade Federal da Bahia (Ufba);

Contatos: Maria Amélia Gaiarsa - professora - (71) 3272-1247 | 9982-6098 | 8896-6098.



At.
Wellington Oliveira
(71) 8844-3422

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Bispo Edir Macedo se diz perseguido e afirma que é por isso que alcançou “vitória aqui na Terra”. Leia na íntegra

O líder da Igreja Universal do Reino de Deus, bispo Edir Macedo, publicou em seu blog um artigo falando sobre a diferença entre chamados e escolhidos.

Macedo frisa que “a maioria dos cristãos foi chamada, mas, infelizmente, não foi escolhida”, e cita como referência bíblica a passagem bíblica em que Jesus responde a afirmação de Pedro sobre ele ser o Messias: “’Bem-aventurado és, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelaram, mas Meu Pai, que está nos céus’ -Mateus -16.17”.

Para Edir Macedo, a Bíblia “não deixa dúvida sobre a diferença entre o informado pela carne e sangue e o revelado pelo Espírito de Deus”, e que por isso, “os não escolhidos não possuem a imagem de Deus porque não foram gerados pelo Espírito Santo”, e emenda, afirmando que “por conta disso eles têm encontrado enorme dificuldade em manter a chama da fé acesa”.

Bispo Macedo afirma que as perseguições precedem a prosperidade terrena: “Quanto mais lutas enfrentarem, mais vigor e mais qualidade terá sua fé. Para eles, quanto mais intensa a perseguição, mais infames as injustiças, enfim, quanto maior a tribulação maior será sua vitória aqui na Terra”.

Envolvido em uma guerra pessoal contra o apóstolo Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Macedo se diz exemplo de perseguido e faz um trocadilho: “Como testemunho pessoal: quanto maior a vergonha e humilhação porque passamos pela causa de nosso Senhor, maior é nossa glória da parte dEle. Lucas 6.22-23. Mas todo o cuidado é pouco com os Irmaus!”, ironiza o bispo.

JESUS ERA NEGRO E MUÇULMANO

Líder islãmico afirma durante palestra em universidade que Jesus era negro e muçulmano

O líder do movimento Nação do Islã, Louis Farrakhan, causou polêmica durante uma palestra que ministrou na Universidade A & M, estado americano do Alabama. Falando sobre questões religiosas e raciais, em seu discurso sobre desigualdade racial, o líder religioso afirmou que Jesus era negro e muçulmano.

“Quem te ensinou a odiar os negros? Se foi Deus quem nos fez pretos, com cabelos crespos, nariz largo e lábios grossos? Se eu não gostar de mim, como poderei gostar do Deus que me criou?”, questionou Farrakhan, que disse ainda que não sabe se Jesus era branco, como é normalmente retratado. De acordo com o Yahoo News ele acrescentou ainda que o profeta Elias também era negro.

Lembrando a tradição no feriado judaico de se dizer que o profeta Elias é aguardado em cada residência de família judia na noite de Páscoa, o ministro islâmico disse: “Se Elias batesse na sua porta e você visse que ele era negro, ligaria para a polícia! Por que o povo judeu ficaria tão chocado? Porque não estamos acostumados a aceitar a sabedoria de uma pessoa negra, não importa quão sábia ela possa ser”.

O líder islâmico encerrou fazendo alguns acréscimos à história de Caim e Abel e afirmou: “Quando Caim apresentou sua oferta de lavrador diante de Deus, a Escritura diz que Deus não aceitou. Eu não acredito nisso. Gostaria de fazer uma correção… Eu sou melhor que aqueles que traduziram a Bíblia das línguas originais e a revisaram para se adequar aos seus propósitos! Por que me acho melhor? Porque fui ensinado por Deus”.

Farrakhan já havia se envolvido anteriormente em polemicas com líderes brancos, quando os chamou de “seres humanos em potencial, mas ainda não totalmente evoluídos” e disse que os grupos judaicos são seguidores da “sinagoga de Satanás”.

Depois das declarações do líder do Nação do Islã, religiosos presente na palestra pediram que a universidade reconsiderasse e não mais fizesse convite a Farrakhan para seus eventos.

Fonte: Gospel+

Morre Berel Aizenstein, ex-presidente da Conib

Berel Aizenstein

Faleceu nesta madrugada Berel Aizenstein, líder comunitário e presidente da Confederação Israelita do Brasil em 2004 e 2005.

“Perdemos um símbolo de nossa comunidade. Berel Aizenstein sempre emanou uma incansável força interior, uma capacidade admirável de liderança e de realização. Sentiremos muito a sua falta e vamos trabalhar, com ainda mais vigor, para seguir seu exemplo e honrar o seu legado”, disse Claudio Lottenberg, presidente da Conib.

O sepultamento ocorrerá nesta quarta-feira, 25 de abril, às 14 horas, no Cemitério Israelita do Butantã.

A Confederação Israelita do Brasil presta suas homenagens e transmite condolências à família.

Em 2011, Berel Aizenstein recebeu do Governo do Estado de São Paulo a medalha constitucionalista, por serviços prestados à comunidade.

Na Maçonaria

Na foto a seguir, vê-se, na qualidade maçom militante, Berel Aizenstein sendo homenageado entre outros integrantes da Ordem Maçônica a condecoração de Comendador da Ordem do Mérito de D. Pedro I. A Sessão aconteceu no Templo da Loja Piratininga “A Fidelíssima” nº 0140. Foram homenageados com a Condecoração “Comendador da Ordem do Mérito de D. Pedro I” os IIr:. Carol Goldenstein e Maurice Alfred Sommer.




Com a “Cruz de Perfeição Maçônica”, o Irmão Berel Aizenstein, e com a “Estrela da Distinção Maçônica”, os Irmãos Salim Keboudi, Horácio Lewinski, Carlos Moscovitch e Jacob Goldenstein.

Veja vídeo.

ESTÁ ACONTECENDO NO BRASIL

OPERAÇÃO MORDAÇA - CAPÍTULO I

Ainda estava escuro, quando às 6 horas da manhã, do dia 29 de fevereiro de 2012, a mansão de luxo, na Rua Cedroarana, Quadra G-3, Lote 11, no Residencial Alphaville Ipês, em Goiânia, de propriedade do governador de Goiás Marconi Pirillo até 2010, foi invadida pela “swat” da Polícia Federal. Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira, foi preso numa ação cinematográfica. O arrombamento da porta da sala e a chegada dos agentes federais ao quarto de Carlos Cachoeira coroava a Operação Monte Carlo.

Cachoeira, como é chamado, acordou assustado. No corredor, a sua prisão era assistida pela fresta da porta por uma criança de 12 anos, sua enteada, e pela esposa, Andressa. O delegado que comandava a operação pediu que o contraventor abrisse o cofre, mas Cachoeira argumentou que não sabia o segredo. Só Andressa tinha a senha. A polícia entrou no quarto e exigiu que o cofre fosse aberto. Imediatamente a esposa de Cachoeira mostrou o que havia guardado em segredo: joias, inclusive de família, uma quantia em dinheiro de um imóvel vendido por Andressa, documentos e alguns DVDs de conteúdo ainda não revelado.


Governador de Goiás Marconi Perillo

O delegado espalhou sobre a cama todas as joias, a maioria herança de família, principalmente dos avós e do ex-marido de Andressa Wilder Morais, atual suplente do senador Demóstenes Torres (DEM-GO). A esposa do contraventor pediu ao delegado que deixasse as joias e que não invadisse o quarto que sua filha dormia. O pedido foi atendido. Cachoeira foi levado pela polícia, enquanto a criança atônita tentou ir ao seu encontro, sem entender o que se passava. Até este momento, Andressa estava forte. Mas ao ver a filha, a esposa de Cachoeira desmontou.
A Polícia Federal acreditou ter fechado a Operação Monte Carlo naquele momento, mas não sabia que ali começava um dos maiores escândalos da política brasileira. Cachoeira foi para a carceragem da PF em Brasília e preferiu o silêncio.
Em fevereiro de 2004, Carlinhos foi protagonista do escândalo Waldomiro Diniz, onde o assessor do ministro chefe da Casa Civil José Dirceu, foi denunciado por receber propina do esquema de jogo clandestino no país. Naquele momento, Cachoeira recebeu total apoio do PT comandado por Zé Dirceu, que rotulava o contraventor como “empresário do jogo”, e o Ministério Público como “aparelho repressor e conspiratório.”

José Dirceu

O ministro da Justiça era Márcio Tomaz Bastos. O advogado, era Antônio Carlos de Almeida e Castro, o Kakay. Quem acusava era o mesmo Ministério Público, que agora também comanda a operação só que a serviço do PT .
As digitais do PT foram constatadas quando a Polícia Federal começou as investigações sob o comando da sede em Brasília. O Palácio do Planalto acompanhava tudo e aguardava o momento certo para contrapor o escândalo do Mensalão que será votado nos próximos meses pelo Supremo Tribunal Federal.
Cachoeira tinha um forte esquema de proteção na Polícia Federal de Goiás, onde contava com seu fiel escudeiro o chefe da inteligência da Polícia Federal. Cachoeira sempre foi um homem muito bem relacionado. Colaborador de todas as horas nas campanhas políticas, principalmente do PT. As investigações aconteciam e surpreendiam o comando da PF. Políticos de alto escalão se misturavam com empresários e contraventores.
Cachoeira foi transferido como preso comum para a Penitenciária Federal de Segurança Máxima de Mossoró, no Rio Grande do Norte. Desembarcou na cidade sob um sol escaldante, de 42 graus, e foi levado para a cela 17 do presídio. Parecia que a situação tinha chegado ao fim, quando o contraventor foi chamado para raspar a cabeça e receber o tratamento de preso de alta periculosidade. Enquanto a máquina deixava à vista o couro cabeludo de Cachoeira, lágrimas de ódio rolavam pelo seu rosto. Naquele momento, revendo o filme da prisão de Fernandinho Beira Mar, o silêncio de Carlos Cachoeira se transformava em ira contra o PT. Somente no dia seguinte teve o direito de encontrar seu advogado Ricardo Sayeg.
Aí começava o desabafo de alguém que sabe muito e não vai evitar a vingança. Os responsáveis pela Operação Monte Carlo foram os petistas, o alvo; o líder de oposição Demóstenes Torres (DEM-GO) e a isca; o mesmo Cachoeira que no passado foi tão amigo do PT, e agora tão usado.
Com a chegada do senador Aécio Neves (PSDB-MG) no Congresso, era esperado que naturalmente o neto de Tancredo Neves fosse o líder da oposição ao Governo Dilma. Aécio recebeu algum recado e se mantem apagado no cenário político. Com isso, o líder do Democratas se destacou nacionalmente como o homem que lidera a oposição. Com o destaque, o senador passou a ser o inimigo número um do Partido dos Trabalhadores, que começou a caçada. Aécio Neves, taxado por ter telhado de vidro, trabalhou como bom mineiro, no silêncio, e assiste o colega de oposição servindo de boi de piranha. Nos bastidores se comenta que Aécio só irá assumir a liderança da Oposição no último ano do Governo Dilma evitando o desgaste prematuro.

Aécio Neves

Apesar do PT ter pesado a mão sobre Demóstenes Torres não foram encontradas provas que possam calar a voz da oposição. A relação do senador com Carlos Cachoeira é meramente social, como as mantidas com outros empresários do estado de Goiás. É menos íntima, por exemplo, do que a mantida entre o ex-presidente Lula e o seu churrasqueiro Jorge Lorenzetti, envolvido num escândalo de repasse de R$ 18,5 milhões em verba pública para sua ONG. Tanto barulho por conta de um fogão e uma geladeira, presente de casamento da esposa de Carlinhos para a esposa de Desmóstenes, amigas de longa data? Com certeza, há mais fartura à mesa do PT.
O exército de Cachoeira também foi desestabilizado. Funcionários públicos, empresários, políticos, policiais, familiares e pessoas que emprestavam o próprio nome para manter a força e o poder de quem hoje detém um arsenal capaz de mudar a história política do país foram presos ou desarticulados com a Operação Monte Carlo.
Cachoeira sempre foi um homem prevenido. Na era dos escândalos detonados dentro e fora dos Governos, o contraventor documentava todos os encontros com seus “parceiros”, em vídeo, áudio, contratos de gaveta, e as transações bancárias no Brasil e no exterior. Monitorava seus “sócios” através de agentes de informações. Durante todos esses anos que transitou nas altas rodas políticas e sociais do país, Carlinhos Cachoeira produziu vários documentários, capazes de mudar o curso da vida, principalmente de quem será julgado ainda este ano pelo Supremo, com a chance de ter o ministro algoz do Mensalão do PT, Joaquim Barbosa, na presidência da maior instância jurídica do País.
No encontro com o seu advogado Ricardo Sayeg, em Mossoró, Cachoeira avisou que a família e amigos tem nas mãos “esse” material que será despejado na imprensa nos próximos dias. Nesta sexta-feira, o contraventor começou a cumprir sua promessa. A Revista Veja, divulgou on line, vídeo no qual Carlinhos tem uma conversa com o deputado federal Rubens Otoni (PT-GO), na qual oferece R$ 100 mil para ajudar o petista e insinua já ter contribuído com a mesma quantia para o candidato em outra campanha.
Só um detalhe: Otoni nunca declarou a quantia ao Tribunal Regional Eleitoral e não consegue explicar o porquê disso
.
A TRAJETÓRIA DE CACHOEIRA
Carlinhos Cachoeira cresceu no meio da jogatina. Seu pai fez parte do grupo de Castor de Andrade e levou para Goiás o conhecido jogo do Bicho. Seus irmãos difundiram pelo Estado o jogo e a chegada das máquinas caça-níqueis. Cachoeira, no entanto, se aperfeiçoou com projetos oferecidos em vários Estados batizado de On Line Real Time. Trata-se de um software que permite ligar as caça-níqueis diretamente à Caixa Econômica, buscando, aos moldes das Loterias, a legalização do jogo.
Carlinhos montou várias empresas para gerenciar o jogo nos Estados. E começou sua fortuna. Procurava grupos coreanos, italianos, espanhóis e vendia à vista, a exploração do jogo pelo país. Assim passou a recrutar políticos que viabilizavam a exploração dos jogos de azar pelos Governos estaduais. Cachoeira sofisticou seus negócios a partir da implantação de seu novo sistema com o apoio do então governador de Goiás Maguito Vilella, padrinho do seu primeiro casamento. Carlinhos criou a empresa Gerplan no governo de Vilella.
Com a entrada do governador tucano Marconi Pirillo, o empresário do jogo expandiu seus negócios para vários Estados, até bater de frente com os interesses do então ministro chefe da Casa Civil, o petista Zé Dirceu.
Waldomiro Diniz, assessor de Zé Dirceu na Casa Civil, trabalhava para a família Ortiz, forte concorrente de Carlinhos Cachoeira. Os Ortiz lutavam pela permanência do jogo clandestino, pois reconheciam que o negócio era mais rentável. Carlos Cachoeira queria a legalização porque detinha toda uma estrutura profissional com tecnologia de hardware e software para a arrecadação do jogo pelo governo em tempo real e com a garantia de desconto dos impostos.

Waldomiro Diniz

Cachoeira então gravou Waldomiro pedindo propina para a campanha do PT em 2002. Com isso, o empresário do jogo usava o flagrante para combater a propina paga pela família Ortiz ao assessor da Casa Civil Waldomiro Diniz, responsável também pelo pagamento do mensalão do PT dentro do Congresso Nacional.
Waldomiro era tido como uma águia, mas foi abatido pelo Ministério Público em pleno vôo. O escândalo fragilizou José Dirceu permitindo o ataque de Roberto Jefferson, que culminou com a cassação do mandato de deputado e a demissão da Casa Civil.
Cachoeira foi cercado de atenções pelo PT durante todos esses anos para evitar um escândalo maior em torno do financiamento de campanhas em vários Estados. Este roteiro, com conteúdo explosivo, desta vez virá à tona, pois Carlinhos planeja em sua solidão na cela 17 do Presidio de Segurança Máxima de Mossoró, como se vingar do PT que o abandonou e o colocou nesta situação.
Nesse arsenal explosivo tem várias empresas: Construtoras, Laboratórios, Bancos no Brasil e no Exterior. Na próxima edição, o Quidnovi vai mostrar, com documentos, como a máfia do jogo atua com o braço político nos cofres públicos.

Fonte: QUID NOVI

Mino Pedrosa